Economia INFLAÇÃO
Conta de luz dispara e faz inflação de Campo Grande acelerar para 1,31%
Reajuste da energia elétrica teve o maior impacto sobre os preços na Capital; índice ficou mais que o dobro da média nacional
15/06/2026 10h51
Por: João Paulo Ferreira
Conta de energia foi o principal fator para a alta da inflação em Campo Grande, segundo levantamento divulgado pelo IBGE

A inflação em Campo Grande acelerou para 1,31% em maio, puxada principalmente pelo aumento da conta de energia elétrica e pela alta dos alimentos. O índice ficou 0,29 ponto percentual acima do registrado em abril (1,02%) e superou com folga a média nacional, que foi de 0,58% no mesmo período. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado de maio, a inflação acumulada na Capital chegou a 3,98% no ano e a 4,30% nos últimos 12 meses. No país, os acumulados são de 3,20% em 2026 e de 4,72% no período de um ano.

Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, o maior impacto veio da Habitação, que registrou alta de 4,88% no mês e respondeu por 0,73 ponto percentual do índice geral. Em seguida aparece Alimentação e Bebidas, com aumento de 2,09% e impacto de 0,46 ponto percentual. Saúde e Cuidados Pessoais teve alta de 0,76%. O único grupo com resultado negativo foi Transportes.

O principal responsável pelo avanço da inflação foi a energia elétrica residencial, que ficou 13,56% mais cara em maio. Segundo o IBGE, o aumento reflete o reajuste tarifário anual autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a Energisa.

Além de liderar o impacto sobre o orçamento das famílias, Campo Grande registrou a maior alta da energia elétrica entre todas as capitais e regiões metropolitanas acompanhadas pela pesquisa. Recife apareceu em segundo lugar, com aumento de 8,84%, seguida por Aracaju (7,37%), Fortaleza (6,94%) e Salvador (6,73%).

Outro item que pressionou o grupo Habitação foi o gás de botijão, que subiu 2,65% no mês. Por outro lado, houve redução nos preços de produtos como sabão em pó e nos gastos com mudança.

Na alimentação, os maiores aumentos foram observados em produtos consumidos no dia a dia. O tomate subiu 22,61%, a cebola avançou 29,37% e a batata inglesa registrou alta de 60,25%. Também houve aumento nos preços da costela (2,16%) e do contrafilé (3,21%). Entre as quedas, destacam-se banana nanica (-11,09%), café moído (-2,99%) e ovos (-5,8%).

Os combustíveis ajudaram a conter parte da inflação. O grupo Transportes teve queda de 0,15%, influenciado principalmente pela redução dos preços do etanol (-3,83%), óleo diesel (-1,95%) e gasolina (-1,08%). Em sentido contrário, as passagens aéreas ficaram 4,39% mais caras no período.

Também registraram aumento em maio os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,76%), Vestuário (0,22%), Despesas Pessoais (0,28%) e Comunicação (0,42%). Já Educação teve recuo de 0,14% no mês.