Política SAÚDE
Reinaldo Azambuja diz que defenderá mais recursos para a saúde e atualização da tabela do SUS no Senado
Pré-candidato afirma que pretende priorizar o financiamento federal da saúde e reforçar o apoio a hospitais públicos e filantrópicos
19/06/2026 11h41 Atualizada há 3 horas
Por: João Paulo Ferreira
Reinaldo Azambuja defende aumento dos repasses federais para a saúde e atualização da tabela do SUS em propostas para o Senado

O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou que pretende defender o aumento dos recursos federais destinados à saúde caso seja eleito em 2026. Entre as propostas apresentadas estão a atualização da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação do financiamento da União e o fortalecimento de hospitais públicos e filantrópicos.

Em declarações divulgadas por sua assessoria, Reinaldo afirmou que pretende atuar para ampliar os recursos federais destinados ao setor. Segundo ele, o aumento dos investimentos permitiria ampliar o número de consultas, exames e cirurgias e reforçar a contratação de profissionais.

“Precisamos colocar mais recursos federais para ampliar o atendimento, contratar mais profissionais e oferecer um serviço mais eficiente e humanizado para a população”, afirmou.

O pré-candidato também relacionou o tema à discussão sobre a distribuição da arrecadação tributária entre União, estados e municípios. Segundo Reinaldo, o governo federal concentra a maior parte das receitas, enquanto estados e prefeituras são responsáveis por boa parte da execução dos serviços públicos.

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) apontam que a participação da União no financiamento da saúde caiu de 52% para 40% em duas décadas. As entidades também indicam que estados e municípios têm ampliado seus aportes para manter a rede pública de atendimento.

Outra pauta defendida por Reinaldo é a revisão da tabela do SUS, utilizada para remunerar consultas, exames, procedimentos e internações realizados pelos hospitais credenciados. Segundo ele, os valores pagos pelo governo federal estão defasados em relação aos custos atuais.

“A tabela SUS está há muitos anos defasada. Os valores pagos estão muito abaixo dos custos reais dos atendimentos”, declarou.

Reinaldo também afirmou que a situação afeta diretamente Santas Casas e hospitais filantrópicos, responsáveis por uma parcela significativa dos atendimentos realizados pelo SUS em diversas regiões do país.