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Zé Teixeira lidera, PL fica com 9 cadeiras na Assembleia de MS; conheça os 24 deputados eleitos

Nova bancada terá 16 reeleitos, dois ex-governadores e só duas mulheres. Uma das vagas do PL ainda depende de um julgamento no TSE.

05/10/2026 às 07h58 Atualizada em 05/10/2026 às 08h43
Por: João Paulo Ferreira
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Foto: Wagner Guimarães
Foto: Wagner Guimarães

Mato Grosso do Sul escolheu no domingo (4) os 24 deputados estaduais que vão ocupar a Assembleia Legislativa entre 2027 e 2030. Com todas as urnas apuradas, o deputado Zé Teixeira (PL) foi o mais votado, com 54.080 votos. O PL formou a maior bancada, com nove cadeiras.

O PT ficou com quatro vagas. PSDB e PP elegeram três deputados cada um, e o Republicanos, dois. MDB, União Brasil e Avante elegeram um cada. Somadas as vagas do PP e do União Brasil, que formam uma federação, o grupo tem quatro deputados.

Dezesseis deputados conseguiram a reeleição. Os outros oito não têm mandato na Assembleia hoje, o que dá uma renovação de 33%. A próxima legislatura terá dois ex-governadores: Zeca do PT, que foi reeleito, e André Puccinelli (MDB), que volta à Casa. Só duas mulheres foram eleitas, Gianni Nogueira (PL) e Professora Gleice Jane (PT). Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027.

Vaga em disputa

O resultado ainda pode mudar. O deputado Jamilson Name (PP) recebeu 35.211 votos, mas eles não entraram na conta porque a candidatura dele está sub judice, ou seja, ainda depende de decisão da Justiça. Às vésperas da eleição, o ministro Sebastião Reis Júnior, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou sozinho o registro do deputado. Ele atendeu a um recurso do Ministério Público Eleitoral. A decisão se baseou na condenação de Jamilson, em primeira instância, a oito anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa recorreu e pediu que o caso seja julgado pelo plenário do TSE.

Se o recurso for aceito, a federação PP-União Brasil ganha uma quinta cadeira e o PL cai para oito. Quem perderia a vaga é Márcio Fernandes (PL), dono da última sobra na divisão das cadeiras. As sobras são as vagas distribuídas depois do quociente eleitoral, que neste ano ficou em torno de 57,3 mil votos por cadeira. Márcio levou a vaga por pouco: a média do PL ficou em 49.767,9 votos, contra 48.845,5 do MDB.

Conheça os eleitos

1. Zé Teixeira (PL) – 54.080 votos
Produtor rural, tem sua base eleitoral em Dourados e no sul do Estado. Já foi primeiro-secretário da Assembleia e foi reeleito como o mais votado do Estado.

2. Paulo Corrêa (PL) – 44.541 votos
Engenheiro civil, já presidiu a Assembleia Legislativa e ocupou a primeira-secretaria da Casa. Tem votos na Capital e no interior.

3. Pedro Caravina (PSDB) – 43.845 votos
Delegado da Polícia Civil, foi prefeito de Bataguassu por dois mandatos e presidente da Assomasul, a associação dos municípios. Também foi secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica.

4. Zeca do PT (PT) – 42.714 votos
Bancário, governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos, de 1999 a 2006. Antes, foi vereador em Campo Grande, deputado estadual e deputado federal.

5. Coronel David (PL) – 41.492 votos
Oficial da Polícia Militar, comandou a PM de Mato Grosso do Sul. Foi reeleito para mais um mandato na Assembleia.

6. André Puccinelli (MDB) – 40.602 votos
Médico, governou o Estado de 2007 a 2014 e foi prefeito de Campo Grande por dois mandatos. Volta à Assembleia mais de 30 anos depois dos dois mandatos de deputado estadual que cumpriu entre 1987 e 1995. Em 2022, disputou o governo e teve 17,18% dos votos.

7. Tiago Botelho (PT) – 39.387 votos
Advogado e professor universitário, chefiou a Superintendência do Patrimônio da União em MS. Disputou o Senado em 2022, com 178.778 votos, e a Prefeitura de Dourados em 2024. É a primeira vez que se elege deputado.

8. Ângelo Guerreiro (PSDB) – 37.704 votos
Artesão e empresário, foi vereador e se elegeu deputado estadual em 2014. Deixou a Assembleia para assumir a Prefeitura de Três Lagoas, onde cumpriu dois mandatos. Tem sua base na região do Bolsão.

9. Gianni Nogueira (PL) – 36.108 votos
Advogada e produtora rural, foi eleita vice-prefeita de Dourados em 2024. É uma das duas mulheres da próxima legislatura e chega à Assembleia pela primeira vez.

10. Odilon Ribeiro (PL) – 35.905 votos
Empresário e produtor rural, foi prefeito de Aquidauana por dois mandatos. Estreia na Assembleia com votos concentrados em Aquidauana e na região do Pantanal.

11. Gerson Claro (PP) – 35.767 votos
Advogado e professor, preside a Assembleia Legislativa desde 2023. Antes, foi diretor-presidente do Detran-MS.

12. Londres Machado (PP) – 33.581 votos
Decano da Assembleia, chega ao 14º mandato. Participou da Assembleia Constituinte de MS, presidiu a Casa várias vezes e chegou a ocupar interinamente o governo do Estado. Sua base fica no interior e na faixa de fronteira.

13. Hélio Peluffo (PP) – 31.435 votos
Foi prefeito de Ponta Porã por dois mandatos e secretário de Estado de Infraestrutura e Logística. É seu primeiro mandato de deputado.

14. Daverson Matos (PL) – 30.604 votos
Advogado e ex-vereador de Rio Brilhante, onde foi o mais votado. Estreia na Assembleia.

15. Professora Gleice Jane (PT) – 29.844 votos
Professora da rede pública, presidiu o sindicato dos trabalhadores em educação de Dourados e foi a primeira mulher a presidir o diretório central dos estudantes da UEMS. Entrou na Assembleia em 2023 como suplente, depois da morte do deputado Amarildo Cruz, e foi a primeira mulher do PT na Casa. Agora foi reeleita com votação própria.

16. André Salineiro (PL) – 28.437 votos
Policial federal, foi o vereador mais votado de Mato Grosso do Sul em 2016 e voltou à Câmara de Campo Grande em 2024. Estreia na Assembleia.

17. Pedro Kemp (PT) – 28.397 votos
Psicólogo e professor, foi vereador em Campo Grande e secretário de Estado de Educação. Está entre os parlamentares mais antigos da Assembleia.

18. Lucas de Lima (PL) – 26.204 votos
Radialista e comunicador, foi vereador em Campo Grande, onde concentra seus votos. Foi reeleito.

19. Professor Rinaldo Modesto (União Brasil) – 23.763 votos
Professor, é deputado estadual desde 2006. Antes, foi líder comunitário e vereador na Capital. Trabalhou como servente de pedreiro, cobrador de ônibus e técnico administrativo da UFMS.

20. Márcio Fernandes (PL) – 23.122 votos
Médico veterinário, está na Assembleia desde 2007. Foi eleito pelo MDB em 2022 e passou para o PL na janela partidária de março. Ficou com a última vaga da Assembleia, que ainda depende do julgamento no TSE.

21. Renato Câmara (Republicanos) – 20.976 votos
Foi prefeito de Ivinhema por dois mandatos. Lidera a bancada do Republicanos e conquistou o quarto mandato seguido.

22. Lídio Lopes (Avante) – 20.801 votos
Advogado nascido em Iguatemi, tem 60 anos e é casado com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. É autor da lei estadual contra a violência obstétrica, de 2018. Será o único deputado do Avante, partido que preside em MS desde maio.

23. Paulo Duarte (PSDB) – 20.029 votos
Economista e auditor fiscal da Receita Estadual, foi prefeito de Corumbá. No governo do Estado, comandou as secretarias de Fazenda, Infraestrutura e Governo. Tem sua base no Pantanal.

24. Pedrossian Neto (Republicanos) – 19.516 votos
Economista e professor universitário, é neto do ex-governador Pedro Pedrossian. Foi secretário municipal de Finanças e Planejamento de Campo Grande. Estreou na Assembleia em 2022 e foi reeleito para o segundo mandato.

A abstenção na eleição para deputado estadual foi de 23,88%. Os votos em branco somaram 5,30% e os nulos, 2,60%.

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