
O ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL, foram eleitos no domingo (4) para as duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado. Com todas as urnas apuradas, Azambuja teve 902.945 votos (34,64% dos válidos) e Contar, 855.877 (32,82%).
Vander Loubet (PT) ficou em terceiro lugar, com cerca de 361 mil votos. A senadora Soraya Thronicke (PSB), que tentava a reeleição, terminou em quarto. Também disputaram a eleição Roberto Oshiro (Novo), Beto do Movimento (PSOL), Valter da Comagran (PRD), Luiz Lemes (DC) e Valderi Garcia (PCO).
Na eleição deste ano, cada eleitor podia votar em dois candidatos ao Senado. Azambuja e Contar ficam com as cadeiras de Soraya e de Nelsinho Trad (PSD), que não tentou a reeleição. Nelsinho, no entanto, é o primeiro suplente de Azambuja. A senadora Tereza Cristina (PP) continua no cargo até o início de 2031.
A vitória junta dois políticos que estiveram em lados opostos há quatro anos. Em 2022, Contar disputou o governo do Estado contra Eduardo Riedel, candidato apoiado por Azambuja, e perdeu no segundo turno. Neste ano, os dois entraram juntos na chapa do PL e apoiaram a reeleição de Riedel.
Reinaldo Azambuja (PL) – 902.945 votos
Reinaldo Azambuja Silva nasceu em Campo Grande em 13 de maio de 1963 e tem 63 anos. Formado em Agropecuária, assumiu as fazendas da família em Maracaju depois da morte do pai, em 1982. A ligação com o agronegócio marca toda a sua carreira política.
Começou na política como prefeito de Maracaju e governou a cidade por dois mandatos, de 1997 a 2004. Em 2006, foi eleito deputado estadual. Quatro anos depois, chegou à Câmara dos Deputados como deputado federal.
Em 2014, venceu Delcídio do Amaral no segundo turno da eleição para o governo do Estado e deixou o mandato de deputado federal em dezembro daquele ano. Foi reeleito em 2018 e governou Mato Grosso do Sul de 2015 a 2022. Na gestão, apostou no ajuste das contas públicas e na atração de indústrias, principalmente de celulose. Em 2022, ajudou a eleger como sucessor Eduardo Riedel, que tinha sido seu secretário.
Azambuja ficou cerca de três décadas no PSDB, onde se tornou um dos principais nomes do partido no Estado. Em 2025, mudou para o PL.
Os suplentes de Azambuja são o senador Nelsinho Trad (PSD) e Felipe Mattos.
Capitão Contar (PL) – 855.877 votos
Renan Barbosa Contar nasceu em Campinas (SP) em 25 de dezembro de 1983 e tem 42 anos. Fez carreira no Exército. Passou pela Escola Preparatória de Cadetes, pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, chegou ao posto de capitão e foi para a reserva.
Disputou a primeira eleição em 2018, pelo PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro se elegeu presidente naquele ano. Foi o deputado estadual mais votado de Mato Grosso do Sul, com 78.390 votos. Na Assembleia, fez oposição ao governo de Azambuja, com discursos contra a corrupção e pela redução de impostos e mais segurança pública.
Depois de sair do PSL, passou pelo União Brasil e entrou no PRTB para disputar o governo em 2022, numa coligação pequena, só com PRTB e Avante. Mesmo assim, terminou o primeiro turno em primeiro lugar, com 384.275 votos (26,71%). Durante a campanha, Bolsonaro pediu votos para ele em um debate na TV, embora o PL estivesse coligado com Riedel no Estado. No segundo turno, Bolsonaro ficou neutro, e Contar perdeu para Riedel: teve 612.113 votos (43,10%), contra 808.210 (56,90%).
Depois da derrota, continuou atuando na direita. Em dezembro de 2025, deixou o PRTB e se filiou ao PL. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, confirmou a candidatura dele ao Senado ao lado de Azambuja.
Os suplentes de Contar são Claudio Mendonça e Luciano Barbosa Rodrigues.
Mandato
Azambuja e Contar tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, e os mandatos vão até 2035. Soraya Thronicke e Nelsinho Trad continuam no cargo até 31 de janeiro de 2027.