
Em 2018, eleita pelo PSL como aliada de Jair Bolsonaro, Soraya Thronicke recebeu 373.712 votos e conquistou uma cadeira no Senado por Mato Grosso do Sul. Oito anos depois, filiada ao PSB e em aliança com o PT, ela somou 340.788 votos e não conseguiu a reeleição.
A diferença é de 32.924 votos, uma queda de 8,8%. Em percentual, a votação caiu de 16,19% dos válidos em 2018 para cerca de 13% neste ano.
Na eleição deste domingo (4), Soraya terminou em quarto lugar. As duas vagas ficaram com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, que somaram cerca de 34,6% e 32,8% dos votos válidos. Vander Loubet (PT), seu companheiro de chapa na disputa pelo Senado, ficou em terceiro, com 13,9%.
Em 2018, a senadora foi a segunda mais votada do estado, atrás de Nelsinho Trad, que teve 424.085 votos.
Soraya chegou ao Senado sem ter exercido mandato anterior e passou a ser chamada de senadora de Bolsonaro. A relação com o ex-presidente se desgastou a partir de 2019, durante a crise entre Bolsonaro e a direção do PSL, e se agravou na pandemia.
Em 2022, ela disputou a Presidência da República pelo União Brasil e fez críticas diretas a Bolsonaro nos debates. Depois, passou pelo Podemos e, em 2026, assumiu o comando do PSB em Mato Grosso do Sul.
Na campanha deste ano, Soraya integrou a chapa liderada por Fábio Trad (PT) ao governo do estado, com apoio declarado de Lula. Teve como suplente Bruno Migueis, também do PT.
O mandato de Soraya termina em janeiro de 2027.