Partidos de direita e centro-direita conquistaram 30 dos 35 cargos em disputa em Mato Grosso do Sul nas eleições deste domingo (4), o equivalente a 85,7% das vagas. As outras cinco ficaram com o PT, único partido de esquerda a eleger representantes no estado.
A classificação segue a escala ideológica publicada em 2025 na revista Opinião Pública, da Unicamp, pelos pesquisadores Bruno Bolognesi, Ednaldo Ribeiro, Adriano Codato e Bruno Silva. A escala vai de 0, extrema esquerda, a 10, extrema direita.
O PL foi o partido que mais elegeu no estado, com 14 nomes: os dois senadores, três deputados federais e nove deputados estaduais. Na sequência aparecem PP, com cinco eleitos, incluindo o governador Eduardo Riedel, e PT, também com cinco. Republicanos elegeu quatro, PSDB, três, e União Brasil, dois. MDB e Avante ficaram com uma vaga cada.
PSB, PDT, PV, PCdoB, PSOL e Rede não elegeram ninguém.
Riedel foi reeleito no primeiro turno com 67,07% dos votos válidos, contra 23,68% de Fábio Trad (PT). Para presidente, Flávio Bolsonaro (PL) teve 58,60% dos votos válidos no estado, e Lula, 34,68%.
No Senado, as duas vagas ficaram com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, do PL. Vander Loubet (PT) terminou em terceiro, com 13,88%, e Soraya Thronicke (PSB), em quarto, com 13,07%.
Na Câmara dos Deputados, sete das oito cadeiras de MS ficaram com partidos de direita. A exceção foi Camila Jara (PT), a mais votada do estado, com 154.157 votos. Na Assembleia, o PT elegeu 4 dos 24 deputados.
Os votos de Jamilson Name (PP), que somou 35.656, foram anulados e estão sub judice.