
Uma menina de 5 anos morreu na madrugada de sábado (10) no Hospital Municipal de Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande. Ela tinha sido levada três vezes à unidade na mesma semana. A mãe registrou a ocorrência na Polícia Civil na manhã de domingo (11), e o caso é investigado. A causa da morte ainda não foi esclarecida.
Segundo o relato da mãe à polícia, a filha não tinha problemas de saúde. Ela caiu e torceu o pé na sexta-feira (2). No dia seguinte, foi levada ao hospital com dores no pé direito, no braço direito e no estômago. Fez raio-x do pé e do braço e foi liberada com receita de analgésicos e anti-inflamatórios.
Na quarta-feira (7), a mãe voltou com a menina ao hospital. As dores no pé, na canela e no estômago continuavam, e o pé estava inchado e levemente arroxeado. Um novo raio-x, da canela direita, não mostrou alterações. Uma médica atendeu a criança, que recebeu medicação na veia e foi liberada outra vez para continuar o tratamento em casa.
Por volta da 1h de sábado, a menina deu entrada pela terceira vez. Segundo a mãe, ela continuava com dores, estava com as pernas fracas, não conseguia ficar em pé e respirava com dificuldade. Um raio-x do tórax mostrou uma mancha no pulmão. A equipe médica disse à mãe que o quadro poderia ser causado por uma bactéria ou por uma infecção que teria começado no pé.
Com o agravamento do estado de saúde, a criança foi levada para a sala vermelha, destinada a pacientes graves, e intubada. O hospital conseguiu uma vaga em Dourados e aguardava a equipe que faria o transporte. Por volta das 5h, quando o médico responsável pela transferência chegou, a mãe foi informada de que a filha tinha morrido.
De acordo com o registro policial, a mãe não recebeu da equipe do hospital uma explicação conclusiva sobre a causa da morte e foi orientada a procurar a delegacia. O nome do delegado responsável e o tipo de crime em que a ocorrência foi enquadrada não foram divulgados.
O Hospital Municipal é administrado pela Prefeitura de Naviraí. Até a publicação desta reportagem, a prefeitura não havia se manifestado publicamente sobre o caso.