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Grupo de jipeiros é autuado em mais de R$ 200 mil por degradação no Pantanal
Grupo de jipeiros é autuado em mais de R$ 200 mil por degradação no Pantanal
21/09/2022 10h13 Atualizada há 4 anos
Por: Viviane Freitas
Foto: Reprodução

(Foto: Divulgação/ PMA)

Nesta terça-feira (20), policiais militares ambientais de Aquidauana concluíram a identificação, endereço, notificação e autuação de 21 “Jipeiros” por degradação de áreas de protegidas no Pantanal.

Após receber denúncias de que alguns grupos de pessoas com veículos traçados estariam adentrando áreas protegidas como leitos de rios, vazantes, inclusive, em propriedades privadas, a PMA iniciou trabalhos para averiguar a denúncia, tendo em vista a notícia de uma expedição.

Nos levantamentos, a equipe visualizou vários veículos no interior do Rio Negro, na ponte que passa por uma fazenda, notadamente às margens da área de preservação permanente (APP).

Os veículos de trilha estavam também estacionados a menos de trinta metros do leito do rio e, além disso, ficou evidenciado a negligência dos ocupantes em passar pelo interior do rio negro e a realizar manobras (zerinhos) nas áreas protegidas dos cursos d’água.

A ação foi efetuada mesmo tendo uma ponte na rodovia MS-170 em perfeitas condições de passagem.

A partir daí a PMA de Aquidauana iniciou processo de identificação e notificação dos infratores, tendo em vista que a grande maioria é de pessoas de outros estados.

Ao todo, 21 pessoas foram autuadas administrativamente e multadas em R$ 10.000,00 cada um, perfazendo um total de R$ 210.000,00, por destruir, danificar, sobretudo, por utilizar área de preservação permanente com infringência das normas de proteção. Todos receberão os autos em suas residências.

Dezessete infratores, de idades entre 32 a 70 anos, residentes em São Paulo (SP), um (65) residente em Bragança Paulista (SP), um (63), residente Lavras (MG), um (54) residente em Jaguaruna (SC) e um campo-grandense de 50 anos, também poderão responder por crime ambiental, com pens prevista de um a três anos de detenção.

A PMA alerta que esse tipo de atividade precisa ser licenciado pelo órgão Ambiental (Imasul).