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Lúpus, fibromialgia e Alzheimer são doenças que quando tratadas adequadamente garantem qualidade de vida ao paciente
Lúpus, fibromialgia e Alzheimer são doenças que quando tratadas adequadamente garantem qualidade de vida ao paciente
27/02/2022 16h05 Atualizada há 4 anos
Por: Redação
Foto: Reprodução

Algumas doenças são mais difíceis de serem diagnosticadas e controladas, como por exemplo, lúpus, fibromialgia e Alzheimer. Apesar disto, é essencial entender que o diagnóstico dessas doenças é fundamental para garantir mais qualidade de vida aos pacientes, já que elas não possuem cura.

Uma curiosidade dessas três patologias é que elas não possuem uma causa específica comprovada, no entanto, alguns estudos apontam prováveis motivos para o surgimento de cada uma delas. E para explicar melhor sobre a temática, dois especialistas da Unimed Campo Grande deram informações valiosas sobre o assunto. Confira!

Fibromialgia  

“Mesmo não sabendo a causa exata, sabemos que algumas situações provocam piora das dores em quem tem fibromialgia. Alguns exemplos são: excesso de esforço físico, estresse emocional, alguma infecção, exposição ao frio, sono ruim ou trauma”, exemplifica o Dr. Marcelo Cruz Rezende, reumatologista.

Os principais sintomas da doença, segundo o especialista, são dor generalizada (no corpo todo), percebida especialmente nos músculos, cansaço frequente, sonolência, insônia, sensação de pernas inquietas antes de dormir e movimentos da perna durante o sono, problemas para urinar e dor de cabeça, falta de memória e dificuldades na concentração. Distúrbios do humor, como ansiedade e depressão, também são sintomas comuns.

Lúpus  

“É uma doença inflamatória autoimune, que pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém, as mulheres são muito mais acometidas, além de mestiças e nos afrodescendentes”, segundo Dr. Marcelo.

Existem dois tipos principais de lúpus: “o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele, geralmente avermelhadas ou eritematosas, principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar, como rosto, orelhas, colo e braços, e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos”, explica o médico.

Alguns sintomas são gerais, como a febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros, mais específicos de cada órgão, como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação da pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins.

Alzheimer  

Considerado o principal tipo de demência, especialmente na população geriátrica, o Alzheimer é uma doença degenerativa progressiva, que causa dentre outras manifestações, perdas cognitivas, como a memória, a fala, a capacidade de executar e compreender as coisas, habilidades motoras, etc.

“A doença acaba provocando diversas perdas, mas, inicialmente, o que chama a atenção das pessoas que convivem com o paciente é a perda perceptível da memória recente, no entanto, conforme a doença progride, acaba afetando os outros domínios”, destaca Dra. Priscila Takahashi de Faria, geriatra da cooperativa médica.

A médica ainda alerta que ao perceber essa perda da memória recente, de nomear objetos, desorientação de tempo e espaço, por exemplo, é importante procurar um médico para uma avaliação e diagnóstico. “Apesar de ser uma doença degenerativa, tentamos retardar o processo da doença, de preservar suas habilidades, a autonomia e a sociabilização o máximo de tempo possível”, conclui.

Tratamento 

As três doenças não têm cura definitiva, mas podem ser controladas com o uso de medicamentos e tratamento adequados.

Para amenizar os sintomas das doenças o mais importante é o paciente conscientizar-se de sua condição, ter o entendimento de que, apesar de não ter cura, são doenças que quando tratadas adequadamente podem ser bem controladas e garantir uma vida “normal”. O acompanhamento médico e o uso medicamentos de forma regular são fundamentais.