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MS tem 582 pessoas na fila de transplante, três esperam por um coração como Faustão
MS tem 582 pessoas na fila de transplante, três esperam por um coração como Faustão
29/08/2023 11h29 Atualizada há 3 anos
Por: Viviane Freitas
Foto: Reprodução

Divulgação/Ministério da Saúde

Três pessoas em Mato Grosso do Sul aguardam por um coração novo, que é a única opção para salvar suas vidas e restaurar sua saúde. Até agora este ano, três transplantes já foram realizados: um no estado e dois em estados vizinhos. Recentemente, a atenção tem se voltado para os transplantes de órgãos feitos pelo SUS, após o caso do apresentador Fausto Silva que recebeu um novo coração.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Transplantes, os três pacientes sul-mato-grossenses estão na fila única de espera no Brasil, junto com outros 386 pacientes cardíacos. A prioridade é dada aos casos mais graves.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) explicou que Mato Grosso do Sul não possui equipe nem hospital autorizados para realizar transplantes de coração, embora outros tipos de transplantes sejam feitos. Neste ano, o estado já realizou um transplante de coração em circunstâncias específicas, além de 139 transplantes de córnea e 22 transplantes renais.

Dessa forma, os três pacientes aguardando um doador compatível terão que se deslocar para outro estado para a cirurgia, sendo Brasília o local mais próximo habilitado para o procedimento.

Na região, córneas e rins são os órgãos mais demandados. Em Mato Grosso do Sul, 414 pessoas aguardam por um transplante de córneas e 160 pacientes precisam de rins. No último ano, houve 245 transplantes realizados, enquanto neste ano, 157 pessoas já receberam novos órgãos.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil teve um aumento de 16% nos transplantes de coração no primeiro semestre de 2023, totalizando 206 procedimentos.

Quando um coração compatível está disponível, diversos fatores como tipo sanguíneo, medidas corporais e outros critérios médicos precisam ser avaliados para garantir o sucesso da cirurgia.

É importante ressaltar que a doação de órgãos só é possível após a confirmação de morte encefálica do doador, com autorização da família. A Central Estadual de Transplantes destaca a necessidade de conversar e informar a família sobre a decisão de ser doador, uma vez que mesmo que a pessoa tenha registrado seu desejo em vida, somente a família pode autorizar a doação.

Sobre o caso de Fausto Silva, o Ministério da Saúde esclarece que outros 13 transplantes de coração ocorreram na mesma semana, sendo sete em São Paulo, que lidera em volume de transplantes. A lista de espera por órgãos é baseada em critérios técnicos, e pacientes em estado crítico têm prioridade. O ministério destaca que o Brasil possui um sistema público robusto de transplantes gerenciado por ele, que garante igualdade de atendimento para pacientes da rede pública e privada. Isso inclui cirurgias, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.