06/06/2020



Com o distanciamento social, é preciso reinventar a maneira de “abraçar” quem amamos

Hoje é celebrado o Dia do Abraço

Por João Paulo Ferreira - 22/maio/2020 - 14:38 | 0 comentários
Cotidiano


Talvez nunca na história tenha se dado tanto valor em um abraço como agora, em tempos de distanciamento social, onde as pessoas estão em grande parte distantes fisicamente de familiares, amigos e conhecidos, por conta da pandemia do novo coronavírus.

E hoje, dia 22 de maio, Dia do Abraço, é preciso se reinventar para matar a saudade e a vontade de estar pertinho de quem amamos. Mas o que esse gesto tão simples, presente no mundo todo, representa de fato para as pessoas?

De acordo com a psicóloga Mariela Nicodemos, “ o abraço é uma forma de se comunicar, pode significar um ‘muito obrigado’, um ‘pedido de perdão’, uma ‘declaração de amor’, ou um simples gesto de carinho e de afeto”, diz.

São inúmeros os benefícios relacionados ao abraço, começando pela promoção do prazer, ocasionado pela liberação do hormônio ocitocina, que ajuda a elevar a autoestima, a relação pessoal, emocional e o contato íntimo entre as pessoas que se abraçam. Além disso, reduz a quantidade de cortisol no organismo, o chamado hormônio do estresse.

Mariela explica que com o isolamento social é preciso criar estratégias para, de alguma forma, substituir o abraço enquanto não podemos ter contato físico com as pessoas que amamos. “Cada um de nós está vivenciando esse momento de isolamento social de um nível diferente, de experiências, de estresse, de ansiedade, inclusive de sofrimento. Abraçar quem amamos é um importante reforço social, então precisamos criar estratégias para driblar essa situação. Não podemos deixar que o distanciamento necessário nesse momento nos impeça der estar perto de alguma forma, de amar e se sentir amado”.

Pais da pequena Cecília, de apenas 27 dias, Allison Victor Moreira e Thaís Alves Moreira, contam o que têm feito para minimizar os impactos do distanciamento, enquanto não podem receber visitas em casa. “Nós estamos muito tristes por não poder ter a nossa família aqui conosco e aproveitando esse momento único com a nossa primeira filha. Mas, para diminuir um pouco a saudade, fazemos chamadas de vídeos todos os dias, postamos várias fotos e sempre atualizamos as nossas redes sociais com novidades dela”, fala Allison.

O pai de primeira viagem conta também que alguns familiares foram até sua casa, mas conheceram a pequena Cecília pela janela. “Mesmo todos usando máscaras e devidamente higienizados, não puderam entrar em casa e pegar a Cecília no colo, mas foi uma maneira que encontramos de ter uma aproximação”.

E enquanto essa pandemia não passa para que possamos voltar à rotina que tínhamos antes, é preciso usar a criatividade para estar próximo de quem amamos e sentimos falta. “Uma dica para não deixar essa data tão especial passar em branco, é convidar seus amigos, sua família, quem tem acesso às ferramentas digitais e marcar uma chamada coletiva. Existem várias plataformas disponíveis gratuitas para isso. Brindem mesmo à distância, se vejam por vídeo, conversem. É uma opção de encontrarmos pessoas para, de alguma forma, curtir esse dia e demonstrar o nosso amor”, finaliza a psicóloga Mariela.


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