04/04/2020



Animais do Pantanal: Cateto

Conheça esse porco-do-mato que é muito comum em no Mato Grosso do Sul

Por João Paulo Ferreira - 07/março/2020 - 7:48 | 0 comentários
Cultura


Catetos e queixadas, também chamados de pecaris, que significa “animal que faz muitos caminhos na mata” em tupi-guarani, pertencem à família Tayassuidae.

As principais diferenças entre membros desta família e os suídeos ou “porcos verdadeiros” são a presença de glândula próxima a cauda que produz secreção com cheiro forte, usado para marcar território e ajudar no reconhecimento entre indivíduos; as presas dos pecarídeos apontam para baixo, enquanto nos suídeos elas são mais longas e curvadas, apontando para cima; as espécies deste grupo normalmente têm dois filhotes, enquanto que os suídeos têm até 12. Existem três espécies nesta família e talvez exista uma quarta espécie no sul da Amazônia brasileira.

Distribuição

Ocorrem em uma larga distribuição, desde o sul dos Estados Unidos até a região central da Argentina, estando presente em todo o Brasil, em todos os biomas, exceto no extremo sul do país.

Características

Devido à sua grande semelhança com o javali, é comumente chamado de porco-do-mato. Mede de 84 a 106 cm de comprimento, com a cauda medindo em torno de 10 cm. Tem entre 30 e 50 cm de altura e pode pesar de 15 a 30 kg. O corpo é castanho-acinzentado, com faixa branca no pescoço, por isso seu nome em inglês é white-collared peccary, sendo essa a maneira mais fácil de distingui-lo do queixada, cuja mancha branca vai da mandíbula até a parte de cima do focinho. Tem ótimo olfato, usado para encontrar alimentos.

Comportamento

Presentes em diversos habitats incluindo florestas, cerrados, savanas e até desertos. São, normalmente, mais ativos no início da manhã e final da tarde, repousando no meio do dia. São mais noturnos em áreas de forte calor, como a Caatinga, o Pantanal e o Cerrado. Em geral, vivem em grupos de 15 indivíduos, porém os grupos podem ter até 50. Escondem-se em buracos no chão ou em troncos ocos. Possuem visão ruim e usam o odor para manterem a coesão entre os membros do grupo. No grupo, há fraca hierarquia, e fêmeas podem acasalar com vários machos, que não parecem competir nem quando as fêmeas estão no cio, algo pouco comum entre os mamíferos. Na maior parte das vezes é territorial, defendendo os territórios contra outros grupos. Emitem várias vocalizações, incluindo batidas de mandíbulas. Usam secreções produzidas por glândulas na demarcação de seus territórios em troncos de árvores e pedras. Gostam de rolar na lama. Regularmente, ocorrem em baixas densidades populacionais quando há uma alta densidade de queixadas, que são maiores e mais fortes.

Alimentação

São onívoros, e sua dieta varia muito de acordo com o habitat em que vivem. Comem diversas plantas verdes, raízes, frutos e sementes, além de pequenos vertebrados e invertebrados. Também comem cactos, apesar de serem muito ácidos. São importantes dispersores de sementes, além controlarem a diversidade de espécies de plantas.

Reprodução

A gestação leva, aproximadamente, 145 dias, quando nascem de um a quatro filhotes, normalmente dois. Conseguem seguir suas mães após 1 hora do parto e mamam por, aproximadamente, seis semanas.

Conservação

Considerada como “pouco preocupante” tanto pela lista nacional do ICMBio quanto pela IUCN, a maior ameaça para a espécie é a perda de habitat.

Com informações do site Onçafari


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