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Lula mantém apoio a Bachelet para chefiar a ONU mesmo após recuo do Chile

Presidente defende escolha de uma mulher para o cargo enquanto governo chileno retira respaldo à candidatura

28/03/2026 às 13h23 Atualizada em 30/03/2026 às 12h17
Por: João Paulo Ferreira
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Foto: Valter Campanato
Foto: Valter Campanato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou neste sábado (28) o apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mesmo após o governo chileno retirar o respaldo à indicação. A sucessão no comando da entidade está prevista para 2027.

A candidatura de Bachelet havia sido apresentada em fevereiro de forma conjunta por Chile, Brasil e México. No entanto, na última terça-feira (24), o Chile anunciou que não seguirá apoiando o nome da ex-presidente.

Em comunicado oficial, o governo chileno justificou a decisão apontando falta de viabilidade política diante do cenário internacional. Segundo o texto, a dispersão de candidaturas latino-americanas e divergências com atores relevantes no processo eleitoral dificultam o avanço da indicação.

A mudança ocorre após troca de governo no país. Bachelet havia sido indicada durante a gestão de Gabriel Boric, de esquerda. Atualmente, o Chile é comandado por José Antonio Kast, de extrema direita.

Apesar do recuo, o governo chileno informou que, caso Bachelet mantenha sua candidatura, não apoiará outro nome na disputa, em consideração ao histórico político da ex-presidente.

O Brasil e o México seguem defendendo a indicação. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que Bachelet reúne condições para assumir o cargo e destacou a necessidade de uma mulher à frente da ONU após oito décadas de existência da organização.

“Bachelet é altamente qualificada, com o melhor currículo para a função, tendo sido duas vezes presidenta de seu país, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres”, escreveu.

Atualmente, o cargo de secretário-geral é ocupado por António Guterres, reeleito em 2021 para um segundo mandato que termina em 2026. O novo titular assume em 1º de janeiro de 2027.

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