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Laudo contradiz Bernal e aponta tiro a queima-roupa na morte de fiscal em Campo Grande

Perícia apresentada indicou que um dos disparos foi feito entre 20 e 60 centímetros de Roberto Carlos Mazzini; ex-prefeito manteve a versão de legítima defesa e agora aguarda decisão sobre ida ao júri popular

28/05/2026 às 12h41 Atualizada em 29/05/2026 às 09h26
Por: João Paulo Ferreira
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Bernal prestou depoimento nesta quarta-feira (28), em Campo Grande, no encerramento da fase de instrução do processo que apura a morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini - Foto: Diego Nolasco - Primeira Página
Bernal prestou depoimento nesta quarta-feira (28), em Campo Grande, no encerramento da fase de instrução do processo que apura a morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini - Foto: Diego Nolasco - Primeira Página

A ação penal que apura a morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini avançou na quarta-feira (28), em Campo Grande, com o encerramento da fase de instrução e o depoimento do ex-prefeito Alcides Bernal. Durante a audiência, laudos periciais apresentados à Justiça apontaram que o segundo disparo efetuado contra a vítima ocorreu a curta distância, entre 20 e 60 centímetros, informação que confronta a versão apresentada pela defesa.

Bernal é réu pelo homicídio ocorrido em dezembro de 2022, em frente a uma conveniência na Capital. Em depoimento, ele voltou a afirmar que agiu em legítima defesa. Segundo a versão do ex-prefeito, ele acreditou que Roberto Carlos Mazzini e o chaveiro que o acompanhava estariam armados e representavam risco iminente.

A perícia apresentada no processo, porém, aponta outro cenário. Conforme os laudos técnicos debatidos durante a audiência, o segundo tiro foi disparado a uma distância considerada curta, entre 20 e 60 centímetros. As imagens de câmeras de segurança reunidas ao longo da investigação também, segundo informações divulgadas até aqui sobre o processo, não mostraram qualquer arma com a vítima.

O depoimento de Bernal marcou o encerramento da fase de instrução criminal. Com isso, o caso entra agora em uma etapa decisiva no Judiciário.

O próximo passo será a apresentação das alegações finais pelo Ministério Público e pela defesa. Depois disso, o juiz responsável vai decidir se existem elementos suficientes para pronunciar o ex-prefeito e levar o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Nessa fase, a Justiça ainda não define culpa ou inocência. A análise será sobre a consistência do conjunto de provas reunido até aqui e se o processo deve ser submetido aos jurados.

O caso mobiliza o Judiciário e vem sendo acompanhado de perto desde dezembro de 2022, quando Roberto Carlos Mazzini foi morto em Campo Grande. Na terça-feira (27), testemunhas foram ouvidas na audiência de instrução. Nesta quarta-feira (28), com a manifestação do ex-prefeito e a apresentação dos laudos técnicos, a instrução foi encerrada e o processo avançou para a etapa que antecede a decisão sobre o júri popular.

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