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Promotor perde o controle e dá sopapo em réu algemado

Da ameaça ao punho, a custódia cruzou uma linha que não volta

06/02/2026 às 16h18
Por: Assombroso
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Promotor perde o controle e dá sopapo em réu algemado

Não foi discussão acalorada. Não foi excesso de linguagem. Não foi aquele teatro comum que quem frequenta fórum já aprendeu a ignorar.

O que o Blog do Assombroso apurou é mais simples — e mais grave.

Na última terça-feira (3), durante uma audiência de custódia, um réu algemado teria ameaçado um promotor de morte. A ameaça foi verbal. Pesada. Daquelas que atravessam o protocolo e atingem o ego. O que veio depois também atravessou qualquer limite institucional.

A reação não foi jurídica.
Foi física.

O promotor perdeu o controle e desferiu um soco no custodiado, já algemado, fora do momento formal da audiência. Não no calor de uma confusão generalizada. Não para conter tumulto. Mas como resposta direta à ameaça.

O detalhe que mais chama atenção veio depois. O réu teria chegado ao presídio com sangramento visível, fato comentado entre servidores e tratado com um cuidado incomum: ninguém registra, ninguém explica, ninguém comenta oficialmente.

Nos bastidores, o episódio não é visto como fato isolado. Fontes lembram que, no interior, antes de atuar em Campo Grande, o mesmo promotor teria sacado uma arma durante uma audiência, em direção a um réu. O caso, segundo esses relatos, não avançou publicamente. Ficou restrito ao circuito interno — o mesmo onde agora tentam manter a história da custódia.

Não houve nota.
Não houve esclarecimento público.
Não houve, até agora, versão institucional.

Circula a informação de que imagens internas teriam sido solicitadas. Também se comenta que o episódio foi levado a instâncias de controle. Tudo no condicional. Tudo no subterrâneo. Como costuma acontecer quando o problema não está na fala do réu, mas na reação de quem deveria representar o Estado.

O Blog do Assombroso não romantiza ameaça contra autoridade. Isso é crime e deve ser tratado como tal. Mas também não confunde papel com privilégio. A lei não reage com o punho. Quem faz isso não está aplicando o direito — está abandonando ele.

Quando uma audiência de custódia termina em soco, o problema não é só o que aconteceu ali dentro. É o que acontece depois, quando o sistema inteiro decide que o melhor argumento é o silêncio.

E esse silêncio, quase sempre, protege menos a Justiça e mais quem perdeu o controle.

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