
A votação da taxa do lixo terminou no painel. Mas começou na noite anterior.
Nos bastidores, correu a informação de que “aquela carta que combina com todas”, embora tenha pose de indignado, foi acalentado com visita à sua residência, que o motivou a faltar a sessão ordinária do dia de hoje.
Indignação no discurso. Ausência no painel.
E teve ainda o representante da Juventude, através de seu Esquadrão, que também teria recebido visita de secretário da mais alta ordem. Conversas reservadas, portas fechadas, agenda informal. A política aprecia encontros que não constam em ata.
Na manhã da votação, o enredo seguiu.
Uma vereadora oposicionista teria ligado para colega de bancada e questionado: “Nem online vai votar?”... pelo visto, estava sem sinal em Brasília apenas no momento do voto.
Brasília é grande. O sinal oscila. A coincidência também.
E, convenientemente, um doutor vereador precisou realizar um procedimento odontológico justamente no dia da importante votação. Ao ser questionado, o doutor disse que não teria atestado ou qualquer outro documento médico para comprovar o seu procedimento.
Houve ainda aquela dupla que não votou — curiosamente alinhada à mesma fé professada pela chefe do Executivo. Na política local, o altar não raro ecoa no plenário.
No papel, o placar é técnico. Na prática, é humano.
Quando visitas acontecem na véspera, sinais caem no momento exato e ausências se acumulam, não é desorganização. É método.
Em Campo Grande, botão apertado tem consequência.
Botão não apertado também.