
Durante audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (13) na Câmara Municipal de Campo Grande, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) chamou atenção para a escassez de medicamentos nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da capital. Segundo a parlamentar, dos 23 medicamentos psiquiátricos que deveriam ser fornecidos regularmente, 11 estão atualmente em falta.
A situação se agrava nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), onde, de acordo com levantamento do Conselho Municipal de Saúde, há déficit de 52 medicamentos essenciais. A denúncia reforça preocupações já manifestadas por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e profissionais da área, que relatam dificuldades crescentes no atendimento e continuidade de tratamentos.
Presente na audiência, o superintendente estadual do Ministério da Saúde, Dr. Ronaldo Costa, trouxe um dado que pode ajudar a entender parte do problema. Segundo ele, em Audiência Pública para prestação de contas do Município realizada no dia 24 de setembro, dos R$ 2,2 bilhões previstos para a saúde municipal, a Prefeitura de Campo Grande havia aplicado até aquele momento apenas R$ 529 milhões. Para Costa, a subutilização dos recursos pode explicar a carência de medicamentos nas unidades de saúde.
"Naquele dia eu falei aqui nesta bancada, que Campo Grande ainda tem 1.6 bilhões para aplicar na saúde até dia 31 de dezembro. Isso segundo a prestação de contas." E complementou: "qual é o fornecedor que vai lhe entregar medicamento sem receber? Será que tem fornecedor que não está recebendo? Então isso pode representar a falta de medicamentos lá no posto de saúde".