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Ponta Porã dá salto na saúde e realiza primeira cirurgia por videolaparoscopia

Técnica garantiu recuperação rápida à paciente e marcou novo patamar na estrutura cirúrgica do Hospital Regional

05/11/2025 às 06h22 Atualizada em 05/11/2025 às 15h07
Por: João Paulo Ferreira
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Foto: Reprodução - Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução - Secom Mato Grosso do Sul

O Hospital Regional de Ponta Porã realizou, pela primeira vez, uma cirurgia por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que representa um salto de qualidade na assistência oferecida à população da fronteira sul de Mato Grosso do Sul. O equipamento foi adquirido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), dentro do processo de regionalização da saúde pública.

A primeira paciente atendida com o novo método foi Carine de Fátima Martins, de 42 anos, diagnosticada com pedra na vesícula. Ela relatou que antes da cirurgia enfrentava fortes dores e restrições alimentares. “As crises eram horríveis. Agora, quase não sinto dor. O pós-operatório é outra coisa, nem se compara. Quero voltar à vida normal e poder me alimentar melhor”, contou.

O procedimento, uma colecistectomia videolaparoscópica, foi realizado na quarta-feira (29) e substitui o corte tradicional por pequenas incisões no abdome. Por meio delas, o cirurgião insere instrumentos delicados e uma microcâmera, que transmite imagens em tempo real, garantindo maior precisão e segurança.

Recuperação mais rápida e menos dor

O cirurgião responsável, Paulo Henrique Brites de Barros, destacou os benefícios da técnica. “A videolaparoscopia causa menor trauma cirúrgico, reduz a dor no pós-operatório e o risco de infecção. O paciente pode receber alta em até 24 horas e retomar as atividades em poucos dias”, explicou.

Segundo o médico, o avanço é um marco para o hospital. “Mostra a capacidade técnica da equipe local e a evolução da assistência cirúrgica oferecida à comunidade”, afirmou.

Investimento em tecnologia e capacitação

A implantação da videolaparoscopia foi possível graças ao investimento do Governo do Estado na compra dos equipamentos e no treinamento da equipe. Após a capacitação, o hospital passou a realizar o procedimento com autonomia e segurança. Atualmente, há capacidade para duas cirurgias por dia, devido ao tempo de esterilização dos instrumentos, que leva de três a quatro horas.

A expectativa é ampliar o número de atendimentos. Estimativas do hospital indicam que cerca de 70% das cirurgias podem ser feitas pelo novo método, o que reduzirá o tempo de internação e liberará leitos mais rapidamente.

Referência regional

Com média de 20 procedimentos cirúrgicos diários, o Hospital Regional de Ponta Porã é referência em cirurgias gerais e de urgência na região. A direção considera a primeira videolaparoscopia um marco técnico e simbólico. “Foi um grande desafio, mas também uma conquista coletiva. A estrutura é de alta qualidade e produz imagens em 4K. A união da equipe foi decisiva”, afirmou o diretor-geral Alex Marques Cruz. “É uma tecnologia que já está disponível para a população usuária do SUS”, completou.

A equipe responsável pelo procedimento foi composta pelos cirurgiões Paulo Henrique Brites de Barros e Luis Fernando Ramoa Gonzalez, anestesista Luis Gustavo Solis Mendonça, enfermeiros e técnicos Eduardo de Freitas, Fabrício Henrik Pantoja Castelo, Aline Patrícia Vidal Godoi, Gabriela Cueva Recalde e Tabta Caroline Luna Santana.

Gerido pelo Instituto Social Mais Saúde desde agosto, o Hospital Regional de Ponta Porã Dr. José de Simone Netto possui 117 leitos e atende mais de 200 mil habitantes com serviços de urgência, internação, cirurgias e exames de imagem e laboratório.

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