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Governo de MS alerta para riscos de canetas emagrecedoras irregulares

Aumento da obesidade no Estado e venda clandestina em regiões de fronteira elevaram preocupação sobre segurança no tratamento

25/11/2025 às 22h11 Atualizada em 26/11/2025 às 08h48
Por: João Paulo Ferreira
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Governo de MS alerta para riscos de canetas emagrecedoras irregulares

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) reforça orientações sobre o uso de canetas emagrecedoras e alerta para o risco elevado de produtos irregulares que circulam em Mato Grosso do Sul, especialmente em áreas de fronteira. O órgão destaca que o tratamento da obesidade deve seguir diretrizes clínicas reconhecidas e sempre contar com acompanhamento profissional qualificado.

Segundo a Cvisa (Vigilância Sanitária Estadual), versões manipuladas, importadas sem receita ou vendidas em clínicas e redes sociais não passam por controle de qualidade. Esses produtos podem conter impurezas, toxinas ou até bactérias. O farmacêutico Alexandre Tutes afirma que medicamentos sem registro na Anvisa não têm garantia de eficácia. Ele orienta a população a buscar suporte médico e evitar substâncias de origem desconhecida. Denúncias de comercialização irregular podem ser encaminhadas à Vigilância Sanitária Estadual.

A obesidade é uma das condições crônicas mais acompanhadas pela Atenção Primária em todo o Estado. Dados do Ministério da Saúde mostram que a proporção de adultos obesos no país cresceu 72% em 13 anos. Em Mato Grosso do Sul, levantamentos de 2024 do SISVAN indicam que, entre mais de 432 mil pessoas avaliadas, 32,76% apresentaram sobrepeso e outras quatro faixas de obesidade somam mais de 39% dos avaliados. Apenas 25,94% registraram IMC adequado.

Como parte da estratégia de enfrentamento da doença, o Governo do Estado publicou em 2024 a Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade (LCSO), que está em implementação contínua nos municípios. O documento busca melhorar o acesso a ações de prevenção, promoção e tratamento, com apoio técnico às equipes e integração entre os níveis da rede de saúde.

O Ministério da Saúde informa que as canetas emagrecedoras ainda não fazem parte do SUS devido ao impacto financeiro. As autoridades reforçam que o tratamento deve sempre considerar alimentação adequada, hábitos saudáveis e acompanhamento clínico. Produtos manipulados em massa, vendidos sem prescrição ou sem registro sanitário são ilegais e representam risco grave.

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