
O Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (Sioms) rejeitou a proposta apresentada pela Prefeitura de Campo Grande e manteve o indicativo de greve dos cirurgiões-dentistas da rede municipal. A deliberação prevê paralisação parcial caso o município não cumpra a decisão judicial que determinou o reposicionamento dos profissionais no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração.
De acordo com o Sioms, a categoria decidiu por unanimidade recusar a proposta encaminhada pelo Executivo. A assembleia autorizou a organização de uma paralisação entre 17 de dezembro de 2025 e 17 de janeiro de 2026, com suspensão de até 70% dos atendimentos eletivos. Ficou definido que os serviços de urgência e emergência serão mantidos integralmente e que 30% dos atendimentos ambulatoriais seguirão funcionando.
O sindicato também formalizou a criação de um comitê de greve para conduzir o movimento e organizar as equipes durante o período de contingenciamento. A medida foi comunicada como parte do estado de greve já aprovado anteriormente pela categoria.
O presidente do Sioms, David Chadid, afirmou que o impasse decorre do não cumprimento das determinações judiciais que tratam do reposicionamento na carreira. Ele destacou que a mobilização também envolve condições de trabalho e impacto direto no atendimento à população. Segundo ele, o objetivo é garantir que as decisões sejam cumpridas e que a estrutura de saúde bucal opere de forma adequada.
A Prefeitura, que apresentou proposta à categoria antes da assembleia, ainda não havia se manifestado sobre a deliberação até a publicação deste texto. Com o indicativo mantido, a continuidade do atendimento pleno nas unidades dependerá do avanço das negociações nas próximas semanas.