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Pilotos e comissários sinalizam greve nacional a partir de 1º de janeiro

Categoria discutiu proposta salarial e condicionou decisão ao resultado de assembleias

24/12/2025 às 14h35 Atualizada em 25/12/2025 às 11h33
Por: João Paulo Ferreira
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Foto: João Paulo Ferreira
Foto: João Paulo Ferreira

Os aeronautas — pilotos, copilotos, comissários e demais profissionais que atuam a bordo de voos comerciais regulares — podem deflagrar uma greve nacional a partir de 1º de janeiro. A paralisação, no entanto, ainda depende do desfecho de assembleias convocadas para avaliar uma nova proposta salarial apresentada nesta terça-feira (23).

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, o texto discutido em audiência no Tribunal Superior do Trabalho será submetido a votação em assembleia online entre os dias 26 e 28 de dezembro. Caso a proposta seja rejeitada, uma nova assembleia presencial está marcada para o dia 29, em São Paulo, com possibilidade de aprovação da greve a partir do primeiro dia de 2026.

De acordo com o TST, a proposta foi construída de forma conjunta entre as partes e prevê recomposição integral da inflação medida pelo INPC, além de ganho real de 0,5%. Com isso, o reajuste salarial total chegaria a 4,68%. O texto também inclui aumento de 8% no vale-alimentação e reajustes em outros itens da convenção coletiva.

Em transmissão ao vivo direcionada à categoria, o presidente do SNA, Tiago Rosa, afirmou que a greve segue como possibilidade concreta caso não haja aprovação. “Se essa proposta for rejeitada, será mantida a assembleia do dia 29 para que a greve ocorra já no dia 1º de janeiro. A categoria precisa entender que estamos prontos e organizados. Fomos chamados para nova negociação no TST e apresentamos a proposta de boa-fé para deliberação”, disse.

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) foi procurado, mas não se manifestou até a publicação desta matéria.

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