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Brasil monitora guerra e tenta evitar impacto na distribuição de medicamentos

Ministro Alexandre Padilha afirmou que, por enquanto, não houve reflexo nos custos logísticos, mas reconheceu risco sobre insumos e rotas globais

21/03/2026 às 13h15 Atualizada em 22/03/2026 às 14h06
Por: João Paulo Ferreira
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Brasil monitora guerra e tenta evitar impacto na distribuição de medicamentos

O Ministério da Saúde acompanha os desdobramentos da guerra no Oriente Médio para evitar efeitos no abastecimento de medicamentos no Brasil. Neste sábado (21), durante visita ao Hospital Universitário de Brasília, o ministro Alexandre Padilha afirmou que a situação segue sob controle no momento, sem impacto registrado nos custos logísticos, mas admitiu preocupação com possíveis reflexos da crise sobre a cadeia global de insumos farmacêuticos.

Ao comentar o cenário, Padilha disse que conflitos armados também afetam a saúde pública ao comprometer serviços, atingir civis e pressionar setores estratégicos da economia. Segundo ele, a área da saúde está atenta à possibilidade de a guerra interferir no fluxo internacional de matérias-primas e produtos usados na fabricação de remédios.

A declaração foi dada durante agenda no HUB, onde o ministro acompanhou um mutirão de exames e cirurgias voltado a mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde.

De acordo com Padilha, o governo federal tem mantido o monitoramento da distribuição de medicamentos desde o início da escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Até agora, segundo ele, não houve alteração nos custos logísticos, mas o ministério trata o tema com cautela.

O ministro relatou que discutiu o assunto com autoridades da China e da Índia em viagens recentes. A preocupação do governo brasileiro está concentrada nas rotas de entrada e saída de insumos farmacêuticos, já que os dois países estão entre os principais produtores de matérias-primas usadas pela indústria de medicamentos.

Padilha ressaltou que muitos remédios dependem, na base de sua composição, de derivados do petróleo. Por isso, uma alta internacional da commodity ou dificuldades no transporte para países fabricantes pode atingir a produção e o fornecimento desses insumos.

Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o mercado internacional passou a registrar maior pressão sobre o petróleo, com reflexos diretos na indústria de combustíveis e em outros setores. A elevação do preço do barril e a instabilidade nas rotas comerciais aumentaram o alerta em torno do Estreito de Ormuz, área controlada pelo Irã e considerada estratégica para o transporte global da mercadoria.

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