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Paciente surda espera um ano por laqueadura e faz cirurgia em mutirão no Hospital Universitário da Capital

Procedimento foi realizado no Humap durante ação para reduzir fila de cirurgias eletivas pelo SUS

25/03/2026 às 11h39
Por: João Paulo Ferreira
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Paciente Kariane Kassia Souza de Oliveira (à direita) realizou laqueadura no Humap após cerca de um ano de espera pelo procedimento pelo SUS
Paciente Kariane Kassia Souza de Oliveira (à direita) realizou laqueadura no Humap após cerca de um ano de espera pelo procedimento pelo SUS

A moradora de Campo Grande Kariane Kassia Souza de Oliveira, paciente surda, esperou cerca de um ano para conseguir realizar uma laqueadura tubária pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento foi feito no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), na Capital, durante um mutirão organizado para reduzir a fila de cirurgias eletivas.

Ao longo do período de espera, a principal dificuldade enfrentada por Kariane não foi apenas o tempo até a cirurgia, mas a comunicação no acesso aos serviços de saúde. Sem acessibilidade garantida em todos os atendimentos, ela relatou obstáculos para entender orientações médicas e acompanhar o andamento do processo até a autorização do procedimento.

A laqueadura, método contraceptivo definitivo, só foi viabilizada quando o hospital incluiu o procedimento no mutirão “Ebserh em Ação”, iniciativa que concentrou atendimentos em um curto período para tentar reduzir a demanda reprimida.

No dia da cirurgia, segundo relato da paciente, o cenário foi diferente do que havia encontrado anteriormente. Com suporte de comunicação adequado, ela conseguiu compreender as orientações da equipe e participar de todas as etapas do atendimento, desde a preparação até o pós-operatório.

“Dessa vez eu consegui entender tudo. Me senti mais segura”, relatou.

O Hospital Universitário de Campo Grande integra a rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e atende exclusivamente pelo SUS. A unidade informou que a ação faz parte de uma estratégia para ampliar o acesso a cirurgias eletivas e diminuir o tempo de espera dos pacientes.

A experiência levou Kariane a incentivar outras mulheres, especialmente pessoas com deficiência, a buscarem atendimento e garantirem acesso aos procedimentos oferecidos pela rede pública de saúde.

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