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Corumbá registra morte de adolescente com suspeita de dengue e caso pode ser o primeiro de 2026 em MS

Jovem boliviana de 13 anos morreu após dar entrada em estado grave no pronto-socorro e caso ainda depende de confirmação oficial

01/04/2026 às 15h43
Por: João Paulo Ferreira
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Mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor da dengue e outras arboviroses monitoradas em Mato Grosso do Sul
Mosquito Aedes aegypti é o principal transmissor da dengue e outras arboviroses monitoradas em Mato Grosso do Sul

Corumbá, a 427 quilômetros de Campo Grande, registrou a morte de uma adolescente de 13 anos com suspeita de dengue, na última segunda-feira (30). A vítima, de nacionalidade boliviana, deu entrada em estado grave no Pronto-Socorro do município, mas não resistiu após atendimento emergencial.

A jovem era moradora de Puerto Quijarro, cidade boliviana que faz fronteira direta com Corumbá, e buscou atendimento no lado brasileiro diante do agravamento do quadro clínico. Segundo as informações já divulgadas, ela apresentava sintomas compatíveis com dengue grave, incluindo febre alta, dores no corpo e sinais de sangramento, característicos de formas mais severas da doença.

Apesar da suspeita, a causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada. A Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá informou que a ficha de atendimento e a declaração de óbito foram encaminhadas às autoridades de saúde da Bolívia, que devem conduzir a confirmação do diagnóstico. O corpo da adolescente foi levado de volta ao país de origem.

Caso seja confirmada, essa pode ser a primeira morte por dengue registrada em Mato Grosso do Sul em 2026. Até o momento, não havia registros oficiais de óbitos pela doença no estado neste ano, o que coloca o caso sob atenção das autoridades de saúde.

O cenário epidemiológico em Corumbá já é considerado de alerta. O município lidera a incidência de dengue em Mato Grosso do Sul, com cerca de 409 casos prováveis e uma taxa de 424,9 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, são 614 notificações da doença, com aproximadamente 40 casos já confirmados.

Outro fator que preocupa é a baixa cobertura vacinal. Apenas 43% do público-alvo, formado por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, completou o esquema vacinal contra a dengue no município. A imunização é feita em duas doses, com intervalo de três meses entre elas.

A situação se agrava pelo contexto de fronteira internacional. A circulação constante de pessoas entre Corumbá e cidades bolivianas vizinhas amplia o risco de transmissão e dificulta o controle epidemiológico, exigindo monitoramento contínuo das autoridades sanitárias dos dois países.

Além da dengue, Mato Grosso do Sul também enfrenta avanço de outras arboviroses. Dados recentes apontam 3.058 casos prováveis de chikungunya no estado, com seis mortes confirmadas pela doença.

A investigação do caso segue em andamento, e a confirmação ou não da causa da morte deve definir se o estado terá o primeiro óbito por dengue registrado em 2026.

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