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Com vacinas disponíveis e baixa adesão, casos graves de gripe disparam e colocam Campo Grande em alerta

Capital registra aumento de internações e mortes por SRAG, enquanto imunização segue aberta nas unidades de saúde

04/04/2026 às 14h09 Atualizada em 05/04/2026 às 12h01
Por: João Paulo Ferreira
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Vacinação contra a gripe segue disponível gratuitamente nas unidades de saúde de Campo Grande, com foco nos grupos prioritários em meio ao aumento de casos graves
Vacinação contra a gripe segue disponível gratuitamente nas unidades de saúde de Campo Grande, com foco nos grupos prioritários em meio ao aumento de casos graves

Campo Grande entrou em nível de alerta após o aumento de casos graves de gripe em 2026. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e de monitoramentos epidemiológicos indicam crescimento consistente nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas, com circulação predominante do vírus influenza A.

Até as primeiras semanas do ano, a Capital já havia registrado cerca de 291 casos de SRAG e 25 mortes. Atualizações mais recentes apontam mais de 300 notificações, com 138 casos confirmados e o número de óbitos mantido. O avanço ocorre em um intervalo curto, com registros de aumento que chegam a quase 40% em poucos dias, além de crescimento semanal de dois dígitos.

O cenário coloca Campo Grande entre as capitais brasileiras em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, segundo monitoramentos nacionais. A tendência de alta já dura pelo menos seis semanas, com impacto direto na rede de saúde.

A influenza A é o principal vírus associado aos casos graves entre jovens, adultos e idosos. Entre os óbitos, também aparece com peso relevante. Outros vírus respiratórios seguem em circulação, como rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), este último com maior impacto em crianças pequenas.

O perfil dos casos mostra maior incidência entre crianças, especialmente por infecções virais respiratórias típicas da infância, enquanto os idosos concentram a maior parte das mortes. Já entre adultos, a influenza tem sido o principal fator de agravamento.

A vacinação contra a gripe começou no fim de março e segue disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde. A campanha é voltada principalmente a grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de áreas essenciais.

Como medida para ampliar o acesso, a Sesau montou um plantão especial durante o feriado da Semana Santa, mantendo ponto de vacinação aberto na Capital. A estratégia busca facilitar a imunização em um momento de aumento dos casos.

Mesmo com a vacina disponível, a cobertura ainda não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 90% entre os grupos prioritários. O índice atual está abaixo desse patamar, o que contribui para a maior circulação do vírus e o aumento de casos graves.

A Secretaria de Saúde também reforçou orientações à população para reduzir o risco de contágio e agravamento da doença, como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios e evitar contato com outras pessoas ao apresentar sinais de gripe.

O aumento dos casos ocorre antes do período tradicional de pico das doenças respiratórias, que costuma se intensificar entre os meses de abril e julho. A antecipação do crescimento acende o alerta para a necessidade de prevenção e adesão à vacinação neste início de temporada.

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