
O governo federal reforçou a resposta à epidemia de chikungunya em Dourados com envio de equipes, recursos e apoio logístico, mas o avanço da doença segue sem controle no município. A mobilização inclui 50 agentes de endemias, R$ 3,1 milhões em recursos emergenciais e a atuação de 40 militares do Exército na região.
A Força Nacional do SUS também está em campo desde o dia 17 de março e já realizou mais de 1.400 atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, onde estão concentrados os casos mais graves da doença. O epicentro segue nas aldeias Bororó e Jaguapiru.
Além das ações de saúde, o governo federal também prevê a distribuição de cerca de 2 mil cestas básicas para atender famílias indígenas afetadas pela crise, ampliando o suporte diante do impacto social da epidemia.
Mesmo com o reforço das equipes e o envio de recursos, os números seguem em alta. O município já registra milhares de casos, dezenas de internações e mortes confirmadas, com transmissão ativa nas áreas mais vulneráveis.
A presença do Exército e da Força Nacional do SUS evidencia a dimensão da crise em Dourados, que mobiliza diferentes esferas de governo em uma resposta considerada emergencial.
No âmbito estadual, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) também iniciou uma força-tarefa com a Defesa Civil, com ações de campo voltadas ao controle de focos do mosquito, visitas domiciliares e mapeamento das áreas críticas.
Apesar da mobilização conjunta entre União e Estado, o cenário permanece crítico, com circulação intensa do vírus nas aldeias e manutenção dos indicadores elevados.
A atuação das equipes externas contrasta com a persistência dos focos de transmissão nas áreas indígenas, onde problemas como acúmulo de lixo e condições precárias de saneamento continuam sendo apontados como fatores centrais para a proliferação do mosquito.
Com reforço militar, envio de recursos e ampliação da assistência, a crise em Dourados se consolida como uma das mais graves do Estado, ainda sem sinal de desaceleração no curto prazo.