
Estudantes de 13 a 17 anos em Mato Grosso do Sul apresentam baixo consumo de frutas e alto índice de ingestão de alimentos ultraprocessados. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE no dia 25 de março, e revelam hábitos alimentares que chamam atenção no estado.
De acordo com o levantamento, apenas 8% dos estudantes consumiram frutas como mamão, manga ou pequi no dia anterior à pesquisa, colocando Mato Grosso do Sul na última posição entre todas as unidades da federação nesse indicador.
Ao mesmo tempo, o consumo de refrigerantes é elevado. Cerca de 49,5% dos estudantes afirmaram ter ingerido a bebida no dia anterior à pesquisa, percentual acima da média nacional e entre os maiores do país.
Outro ponto de atenção está no hábito de tomar café da manhã. Apenas 48,1% dos estudantes disseram ter esse costume regularmente, o que coloca o estado entre os piores índices nacionais nesse quesito.
Apesar disso, o levantamento também mostra aspectos positivos. Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com maior presença de alimentos in natura em parte da dieta, como raízes, tubérculos e verduras.
Além disso, 82,7% dos estudantes estão em escolas que oferecem refeição, percentual acima da média nacional e um dos maiores do país.
Os dados mostram um cenário misto, com presença de alimentos saudáveis, mas ainda marcado pelo alto consumo de produtos industrializados e baixo hábito alimentar adequado entre adolescentes.
A PeNSE reúne informações de estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país e é uma das principais bases para orientar políticas públicas voltadas à saúde e alimentação de jovens.