
Cinco municípios de Mato Grosso do Sul entraram em estado de alerta máximo após registrarem índices elevados de infestação do mosquito Aedes aegypti, segundo dados do primeiro ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O levantamento foi realizado em janeiro.
Os maiores índices foram registrados em Rio Negro (8,80), Paranhos (8,20), Eldorado (7,00), Terenos (6,20) e Santa Rita do Pardo (6,00). Todos estão acima do limite de 4% estabelecido pelo Ministério da Saúde como nível de alto risco, o que indica possibilidade concreta de surtos de dengue, zika e chikungunya nas próximas semanas.
O LIRAa mede a presença de larvas do mosquito em imóveis urbanos e serve como base para orientar ações de combate. De acordo com os parâmetros oficiais, índices de até 1% são considerados satisfatórios, entre 1% e 3,9% indicam situação de alerta, e acima de 4% configuram risco elevado de epidemia.
Além das cinco cidades em situação mais crítica, outros municípios também apresentam índices preocupantes. Maracaju (4,90), Vicentina (4,60) e Naviraí (4,10) já ultrapassaram ou estão no limite do nível de alto risco, o que amplia o cenário de preocupação no estado.
Em nível intermediário, cidades como Anaurilândia (3,90), Água Clara (3,70), Ponta Porã (3,70) e Bataguassu (3,50) aparecem em situação de alerta. Campo Grande registrou índice de 1,40%, permanecendo fora do risco alto, mas ainda sob monitoramento.
Os dados indicam que a infestação do mosquito está disseminada em grande parte do estado. Levantamentos apontam que cerca de 67% dos municípios de Mato Grosso do Sul apresentam níveis de infestação entre médio e alto risco, o que reforça a possibilidade de aumento no número de casos de arboviroses.
Segundo a SES, os índices do LIRAa são utilizados para direcionar ações emergenciais, como intensificação de visitas domiciliares, eliminação de criadouros e campanhas de conscientização. A pasta alerta que a maior parte dos focos do mosquito está dentro das residências, em recipientes que acumulam água parada.
O período de chuvas e as condições climáticas favorecem a proliferação do Aedes aegypti, acelerando o ciclo de reprodução do mosquito e aumentando o risco de transmissão das doenças.