
A produção de milho em Mato Grosso do Sul deve recuar em 2026, enquanto o sorgo registra forte crescimento e ganha espaço nas lavouras do Estado. Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também traz projeções para algodão, feijão, mandioca e cana-de-açúcar.
Somadas a primeira e a segunda safra, a produção de milho deve alcançar 12,1 milhões de toneladas em 2026. O volume representa queda de 13,43% em relação às cerca de 13,9 milhões de toneladas registradas em 2025. Do total previsto, 138,8 mil toneladas devem vir da primeira safra e 11,9 milhões da segunda safra, que segue concentrando praticamente toda a produção estadual.
Na contramão do milho, o sorgo aparece como a cultura com maior expansão entre as principais lavouras de Mato Grosso do Sul. A área colhida deve saltar de 131,2 mil para 226,8 mil hectares, crescimento de 72,83%. Já a produção está estimada em 881 mil toneladas, avanço de 64,76% frente às 534,7 mil toneladas registradas no ano anterior.
Mesmo com o aumento da área cultivada e da produção, a produtividade média do sorgo deve apresentar leve recuo, passando de 4.074 para 3.884 quilos por hectare.
Os números colocam Mato Grosso do Sul como o terceiro maior produtor de sorgo do país. O Estado responde por 15,7% da produção nacional, atrás apenas de Goiás e Minas Gerais.
Para o algodão, a estimativa é de produção de 172,8 mil toneladas em 2026, alta de 3,04% em relação às 167,7 mil toneladas do ano passado. A área plantada deve permanecer praticamente estável, passando de 31.851 para 31.961 hectares.
Considerando as três safras, a produção de feijão em Mato Grosso do Sul deve atingir 11,2 mil toneladas em 2026. O volume representa redução de 7,44% em comparação às 12,1 mil toneladas produzidas em 2025.
A área plantada também deve diminuir, passando de 8.606 para 8.028 hectares. Do total previsto para este ano, 936 toneladas devem ser colhidas na primeira safra, 8.707 toneladas na segunda e 1.560 toneladas na terceira.
A produção de mandioca foi estimada em 1,417 milhão de toneladas, resultado 5,98% menor que o registrado em 2025, quando a cultura alcançou 1,507 milhão de toneladas. A área colhida deve ficar em 60,4 mil hectares, com rendimento médio estimado em 23.434 quilos por hectare.
Já a cana-de-açúcar deve manter praticamente os mesmos números do ano anterior. O IBGE estima produção de 55,26 milhões de toneladas em 2026, com estabilidade também na área plantada e colhida, que permanece em cerca de 723 mil hectares.