
Campo Grande chegou à metade de junho com um cenário preocupante na segurança pública. Em apenas 15 dias, a Capital já registra nove vítimas de homicídio doloso distribuídas em oito ocorrências, número que coloca o mês no caminho de se tornar um dos mais violentos da série histórica para o período.
A escalada ganhou força no último fim de semana. Entre sábado (13) e a madrugada desta segunda-feira (15), cinco pessoas foram assassinadas em diferentes regiões da cidade, em casos que mobilizaram equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e perícia criminal.
Um dos episódios de maior repercussão ocorreu na noite de sábado, no Jardim Leblon. O jovem Guilherme Soares Gomes Oliveira, de 24 anos, conhecido como "Garrafinha", foi executado a tiros em frente a uma conveniência localizada na Avenida Manoel Joaquim de Moraes. O crime aconteceu em meio à movimentação de pessoas na região e é investigado pela Polícia Civil.
As demais mortes registradas no fim de semana ocorreram em circunstâncias distintas e em diferentes bairros da Capital. Os casos incluem execuções a tiros e outras ocorrências violentas que ainda estão sob apuração das autoridades. Até o momento, não há confirmação oficial de ligação entre os crimes.
Além dos homicídios consumados, outros ataques a tiros também foram registrados nos últimos dias, deixando pessoas feridas e ampliando a sensação de insegurança em diferentes pontos da cidade.
Os números chamam atenção porque foram alcançados antes mesmo da segunda quinzena do mês. Mantido o ritmo atual, junho poderá encerrar com uma quantidade de homicídios superior à observada em diversos anos recentes, reforçando a preocupação das forças de segurança e dos moradores da Capital.
As investigações dos casos seguem em andamento nas delegacias responsáveis. A Polícia Civil trabalha para identificar autores, motivações e eventuais conexões entre os crimes registrados ao longo do mês.