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Ex-secretário investigado por fraude de R$ 113 milhões no tapa-buraco deixa a prisão

Justiça substitui prisão por tornozeleira eletrônica após 30 dias de detenção na operação do MPMS

12/06/2026 às 09h13
Por: João Paulo Ferreira
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Rudi Fiorese deixou a prisão nesta quinta-feira (11) após decisão da 5ª Vara Criminal de Campo Grande; ex-secretário é investigado por supostas fraudes em contratos de tapa-buraco que somam R$ 113,7 milhões - Foto: Luciano Muta
Rudi Fiorese deixou a prisão nesta quinta-feira (11) após decisão da 5ª Vara Criminal de Campo Grande; ex-secretário é investigado por supostas fraudes em contratos de tapa-buraco que somam R$ 113,7 milhões - Foto: Luciano Muta

O juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, revogou nesta quinta-feira (11) a prisão preventiva do ex-secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese, e de outros quatro investigados na Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em 12 de maio. Presos há exatos 30 dias, os acusados passarão a usar tornozeleira eletrônica por 180 dias enquanto respondem ao processo em liberdade.

Além de Fiorese, a decisão beneficia Fernando de Souza Oliveira, Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, Mehdi Talayeh e Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa. Todos deverão cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça, incluindo monitoramento eletrônico, comparecimento aos atos processuais e comunicação prévia em caso de mudança de endereço.

Na decisão, o magistrado entendeu que não há elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva. Segundo ele, a gravidade dos fatos investigados, por si só, não autoriza a continuidade da medida extrema, especialmente diante da possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas.

A Operação Buraco Sem Fim investiga um suposto esquema de fraudes em contratos de tapa-buraco firmados entre a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e a Construtora Rial. De acordo com o MPMS, o grupo teria atuado na manipulação de medições e pagamentos relacionados a serviços executados em vias da Capital.

As investigações apontam que os contratos e aditivos sob suspeita somam R$ 113,7 milhões entre os anos de 2018 e 2025. O Ministério Público sustenta que parte dos serviços pagos pelo município não teria sido executada conforme registrado nos documentos apresentados para liberação dos recursos.

Durante a operação realizada em maio, equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão. Na ocasião, também foram apreendidos cerca de R$ 429 mil em dinheiro vivo durante as diligências.

O processo segue em tramitação e os investigados continuam respondendo às acusações apresentadas pelo Ministério Público. Até o momento, não há julgamento sobre o mérito das denúncias.

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