
O cantor Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, no Hospital Aliança Star, em Salvador. A equipe do artista comunicou a morte nas redes sociais oficiais dele.
“É com uma tristeza que corta a alma que comunicamos o falecimento do cantor Netinho, ocorrido na manhã de hoje”, diz a nota. Segundo o comunicado, ele enfrentava nos últimos meses um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. “Netinho partiu tranquilo”, afirma a equipe.
O velório e a cremação serão reservados a familiares e amigos próximos. Netinho deixa uma filha, Bruna.
Luta contra o câncer
Netinho foi internado em Salvador no fim de fevereiro de 2025, com fortes dores nas costas e dificuldade para caminhar. Em março, o hospital confirmou o diagnóstico de linfoma, um tipo de câncer que atinge o sistema linfático. Em junho daquele ano, o cantor disse estar curado, mas continuou o tratamento e retomou aos poucos a agenda de shows.
Em maio de 2026, ele anunciou em vídeo que precisou voltar ao hospital e que a doença havia retornado de forma mais agressiva. O tratamento previa um transplante de medula óssea.
No dia 30 de setembro, a equipe informou que o cantor estava internado novamente e que se afastaria das redes sociais para se dedicar à recuperação.
A saúde de Netinho já preocupava os fãs desde 2013. Naquele ano, ele sofreu uma hemorragia durante uma biópsia no fígado, passou por cirurgias, teve dois acidentes vasculares cerebrais e ficou meses internado em Salvador e em São Paulo.
A voz de “Milla”
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho ganhou projeção nacional em 1988, como vocalista da Banda Beijo. Em 1993, lançou a carreira solo com o álbum “Um Beijo Pra Você”.
O maior sucesso veio com “Milla”, composição de Manno Góes que se tornou um dos hinos do axé e foi regravada em mais de oito idiomas, incluindo o russo. O álbum “Me Leva” foi disco de platina, e músicas como “Menina” marcaram os carnavais dos anos 90.
Netinho também foi o primeiro cantor baiano a gravar um CD ao vivo, formato que depois se tornou comum entre os artistas da axé music.