
Diante do agravamento expressivo nos casos de doenças respiratórias e da saturação das unidades de saúde, Campo Grande (MS) decretou estado de emergência em saúde pública. A decisão foi oficializada nesta sexta-feira (26), após a Prefeitura constatar a ausência de leitos disponíveis para atendimento a pacientes com sintomas graves, sobretudo crianças.
O sistema hospitalar da capital sul-mato-grossense opera acima da capacidade, enfrentando uma onda de síndromes respiratórias agudas graves. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o surto afeta especialmente os mais jovens, exigindo internações que, em muitos casos, não encontram estrutura adequada em tempo hábil.
A emergência autoriza medidas administrativas extraordinárias, como a contratação imediata de profissionais, aquisição de insumos e reorganização dos fluxos assistenciais sem necessidade de licitação. A gestão municipal também busca apoio do governo estadual e federal para reforçar a assistência.
Nos últimos dias, unidades como a UPA Coronel Antonino e o Hospital Regional relataram superlotação. O avanço dos casos coincide com o início do período de maior incidência de vírus respiratórios, o que acende um alerta para as próximas semanas.