
Campo Grande chegou ao terceiro dia seguido de chuva neste domingo (14) e já acumula quase 100 milímetros de precipitação em algumas regiões da cidade nas últimas 48 horas. O volume elevado mantém a Capital sob alerta para novos temporais, com risco de alagamentos, descargas elétricas, ventos fortes e eventual queda de granizo. Ao longo da manhã e início da tarde, a chuva continuou atingindo diferentes bairros de forma intermitente, alternando momentos de intensidade moderada e forte.
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam acumulado de 97,8 milímetros em 48 horas na região do Anhanduizinho, um dos maiores registros da Capital neste período. O volume é considerado elevado para um intervalo tão curto e aumenta a atenção para pontos tradicionalmente vulneráveis a enxurradas.
A sequência de temporais começou na sexta-feira (12), quando uma forte instabilidade atmosférica provocou chuva intensa e uma grande incidência de raios sobre Campo Grande. Segundo o meteorologista Natálio Abrão, foram registrados cerca de 5.750 raios em aproximadamente duas horas e meia durante a tempestade que atingiu a cidade naquela noite.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de perigo potencial para chuvas intensas em Campo Grande e em grande parte de Mato Grosso do Sul. A previsão indica possibilidade de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, ventos de até 60 km/h e ocorrência de descargas elétricas.
De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a instabilidade é provocada pela combinação de um sistema de baixa pressão atmosférica, transporte de umidade e a influência de um ciclone extratropical na Região Sul do país. Esse cenário favorece a formação de nuvens carregadas e mantém o tempo instável em diversas regiões do Estado.
Além da Capital, cidades das regiões sul, sudoeste, pantaneira e central também registram chuva neste fim de semana. Em alguns municípios, os acumulados já ultrapassaram os volumes previstos para vários dias de precipitação.
A orientação da Defesa Civil é para que a população evite enfrentar áreas alagadas, não se abrigue sob árvores durante tempestades e redobre a atenção em locais próximos a córregos e enxurradas. Em caso de emergência, os moradores podem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.