
Mato Grosso do Sul está enfrentando o mais grave surto de chikungunya da última década. Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na última segunda-feira (19), já foram confirmadas cinco mortes causadas pela doença, além de 2.424 casos positivos e outros 9.572 considerados suspeitos até a 19ª semana epidemiológica de 2025.
As vítimas fatais eram todas idosas, com idades entre 79 e 96 anos, e moravam em cidades do interior do estado: Dois Irmãos do Buriti, Vicentina — que contabilizou dois óbitos —, Naviraí e Terenos. Esse já é o maior número de mortes por chikungunya registrado em Mato Grosso do Sul em um único ano nos últimos dez anos.
O avanço acelerado da doença colocou o estado entre os que possuem a maior incidência de chikungunya no país neste ano. A taxa estadual chegou a 347,2 casos para cada 100 mil habitantes. Algumas cidades, como Jateí, Glória de Dourados, Sonora, Terenos e Vicentina, apresentam índices alarmantes, com mais de 2.900 casos por 100 mil habitantes, tornando-se os principais focos da epidemia.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya provoca febre alta, dores intensas nas articulações e, em casos mais graves, pode levar a complicações sérias, especialmente entre idosos e pessoas com doenças pré-existentes.
Em entrevista coletiva, o secretário estadual de Saúde, Mauro Carvalho, ressaltou a importância da participação da população no combate ao mosquito. “Cada morador precisa eliminar os criadouros dentro de casa para ajudarmos a conter a disseminação do vírus”, alertou.
Como resposta à crise sanitária, a SES intensificou as campanhas de conscientização e reforçou a aplicação de inseticidas nas regiões mais afetadas. A orientação é que a população adote medidas preventivas, como eliminar recipientes que acumulam água, usar repelente e procurar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas.
O atual cenário reforça a necessidade de uma mobilização conjunta entre o poder público e a sociedade para conter o avanço da chikungunya e evitar novos óbitos.