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Ministério da Agricultura descarta suspeita de gripe aviária em galinhas-d’angola em Paraíso das Águas

Exame laboratorial confirma que ave morta não estava infectada pelo vírus H5N1

02/06/2025 às 07h39
Por: João Paulo Ferreira
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Ministério da Agricultura descarta suspeita de gripe aviária em galinhas-d’angola em Paraíso das Águas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) descartou a suspeita de gripe aviária em uma galinha-d’angola criada de forma doméstica no município de Paraíso das Águas, interior de Mato Grosso do Sul. A confirmação foi feita no sábado (31), após o resultado de exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), referência nacional para diagnósticos do vírus H5N1.

A notificação havia sido feita dois dias antes, após a morte súbita de uma galinha-d’angola com sinais clínicos que poderiam indicar a presença do vírus da influenza aviária. O caso mobilizou o serviço veterinário oficial, que coletou amostras e adotou medidas de isolamento preventivo até a conclusão da análise.

Esta foi a quarta investigação de possível gripe aviária em Mato Grosso do Sul em 2025. Casos anteriores em Angélica, Jardim e Amambai também foram descartados. O único registro confirmado da doença no estado ocorreu em 2023, no município de Bonito, envolvendo aves silvestres.

Segundo o Mapa, desde maio de 2023, mais de 2.500 investigações foram realizadas em todo o país, com 170 focos confirmados — a maioria em aves silvestres, sem impacto direto na produção comercial. Atualmente, apenas três casos seguem ativos no Brasil: dois no Rio Grande do Sul e um em Minas Gerais.

Mesmo com o resultado negativo, autoridades sanitárias reforçam a importância da vigilância contínua. A gripe aviária pode provocar grandes perdas econômicas na cadeia produtiva de aves e, embora rara em humanos, requer atenção. O Ministério orienta criadores a evitarem contato entre aves domésticas e silvestres e a notificarem imediatamente qualquer mortalidade ou sintoma suspeito.

A Secretaria de Meio Ambiente e o Imasul acompanham o cenário no estado e seguem com ações de prevenção e monitoramento nas regiões consideradas de risco.

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