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Ronilço Guerreiro propõe que Prefeitura forneça gratuitamente sensor digital de glicose a diabéticos

Proposta prevê distribuição para pacientes com diabetes tipo 1 e argumenta que tecnologia reduz internações e gastos na saúde pública

25/06/2025 às 20h36 Atualizada em 25/06/2025 às 20h46
Por: João Paulo Ferreira
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Sensor digital permite monitorar a glicose sem picadas no dedo e pode ser fornecido gratuitamente pelo SUS, segundo proposta apresentada por Ronilço Guerreiro
Sensor digital permite monitorar a glicose sem picadas no dedo e pode ser fornecido gratuitamente pelo SUS, segundo proposta apresentada por Ronilço Guerreiro

O vereador Ronilço Guerreiro apresentou um projeto de lei que propõe à Prefeitura de Campo Grande o fornecimento gratuito de sensores digitais de glicose para pessoas com diabetes tipo 1. A proposta visa substituir o método tradicional de monitoramento, baseado em picadas no dedo, por uma tecnologia mais moderna, contínua e menos invasiva.

A demanda chegou ao gabinete do vereador por meio da Associação DM1 Entre Abraços e Agulhas Há Esperança, formada por pacientes e familiares. Segundo Ronilço, cidades brasileiras já adotam essa política, com impactos positivos na qualidade de vida e na redução de custos com internações.

Em conversa exclusiva com o Sul-mato-grossense, Ronilço explicou que um sensor como o FreeStyle Libre custa cerca de R$ 330 a cada 15 dias, o que representa aproximadamente R$ 8.200 por ano. “Esse custo é compensado quando pensamos na prevenção. Uma única internação por cetoacidose já custa mais do que isso”, afirmou.

O uso dos sensores pode evitar crises graves de hipoglicemia e hiperglicemia, além de complicações como amputações, insuficiência renal, doenças cardiovasculares e cegueira. O monitoramento contínuo também melhora o controle da glicemia e diminui a necessidade de insulina de resgate.

Além dos benefícios à saúde, a proposta destaca a economia gerada com a redução do uso de insumos como fitas reagentes, lancetas e glicosímetros. “Com um bom controle, o paciente usa menos insulina, menos insumos, e há menos crises. O impacto é direto na saúde e também nos custos”, explicou o vereador.

O projeto determina que o fornecimento será feito pela Secretaria Municipal de Saúde, com base em prescrição médica. As despesas deverão ser custeadas por dotações orçamentárias já existentes.

O parlamentar informou que já enviou a proposta à secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, que afirmou estar analisando o tema. “A regulamentação será responsabilidade do Executivo, caso o projeto seja aprovado e sancionado”, reforçou.

A apresentação do projeto também coincide com o Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 20 milhões de brasileiros convivem com a doença.

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