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Idosa com crânio aberto espera há seis meses por cirurgia na Santa Casa

Paciente teve procedimento cancelado dias antes da data marcada e família cogita acionar a Justiça

26/06/2025 às 18h00
Por: João Paulo Ferreira
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Genilda Alexandre Lacerda, de 63 anos, permanece em casa aguardando cirurgia para reconstrução do crânio após sofrer um AVC em dezembro de 2024
Genilda Alexandre Lacerda, de 63 anos, permanece em casa aguardando cirurgia para reconstrução do crânio após sofrer um AVC em dezembro de 2024

 

Genilda Alexandre Lacerda, de 63 anos, vive há seis meses com parte do crânio aberto após sofrer um AVC em dezembro de 2024, em Campo Grande. Ela passou por cirurgia emergencial, mas agora aguarda a reconstrução da calota craniana, ainda sem prazo definido. A situação foi revelada em reportagem da TV Morena.

A cirurgia estava prevista para acontecer em até quatro meses, mas o prazo passou e a paciente segue em casa, com dores constantes. “Quero ter minha vida normal. Está muito ruim. Todo dia sinto dor”, disse Genilda.

A filha da idosa, Vera Lacerda, contou que a cirurgia chegou a ser marcada para o dia 17 de junho. No entanto, cinco dias antes, o hospital cancelou o procedimento sem informar nova data. “O que nos deixou ainda mais nervosos foi a falta de um reagendamento”, afirmou.

Como o caso é classificado como cirurgia eletiva, o procedimento não tem prioridade no sistema público. A família agora estuda entrar com ação judicial para tentar garantir o atendimento.

“Não posso sair de casa nem fazer nada, porque não posso ficar sozinha. Vou viver assim o resto da vida, debaixo desse teto?”, desabafou Genilda.

A Defensoria Pública informou que, somente em 2025, já foram ajuizadas 155 ações em Campo Grande relacionadas a cirurgias, especialmente na área ortopédica. A defensora Eni Maria Severino Diniz orienta que os pacientes procurem o órgão mesmo antes de qualquer agravamento. “Se houver dúvidas ou mudanças no quadro, é importante procurar a Defensoria com a documentação médica”, explicou.

A Santa Casa de Campo Grande, por meio de nota, afirmou que a paciente foi atendida em caráter emergencial em dezembro e que agora está na fila das cirurgias eletivas, sem prazo definido para o procedimento.

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