
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande confirmou nesta semana o oitavo caso de raiva em morcego registrado em 2025. O animal foi recolhido no bairro Vila Jacy, na região urbana da Capital, após apresentar comportamento anormal.
Amostras foram enviadas para análise no Laboratório de Saúde Pública, que confirmou a presença do vírus. Com isso, a Prefeitura reforça os alertas à população sobre os riscos da doença e a importância de evitar contato com morcegos, estejam vivos ou mortos.
Segundo a veterinária Maria Aparecida Conche Cunha, do CCZ, o número de casos está dentro do esperado, considerando a circulação natural do vírus entre morcegos na região. Ainda assim, ela alerta que a população deve redobrar os cuidados.
O protocolo recomendado é não tocar no animal, isolá-lo com balde ou pano e acionar imediatamente o CCZ pelos telefones (67) 3313-5000, 2020-1801, 2020-1789 ou 2020-1794. O atendimento funciona das 7h às 21h durante a semana e aos fins de semana em sistema de plantão.
Desde janeiro, os morcegos infectados foram encontrados em diferentes bairros de Campo Grande, como São Francisco, Jardim Veraneio, Jardim Colúmbia, entre outros. O CCZ faz o recolhimento, análise laboratorial e ações preventivas nas regiões afetadas.
A raiva é uma doença viral grave, com quase 100% de letalidade quando não tratada. Nos morcegos, os sintomas incluem vôo desorientado, dificuldade de locomoção e presença diurna, o que não é comum para a espécie.
O CCZ também orienta que cães e gatos sejam vacinados anualmente contra a raiva. A imunização é gratuita e oferecida em campanhas e unidades fixas do município.
Apesar do número de casos, não há registro de transmissão para humanos ou animais domésticos em 2025. O órgão considera a situação sob controle, mas destaca que a vigilância da população é essencial para evitar novos casos.