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Prefeitura de Campo Grande atrasa transporte escolar e alunos da zona rural perdem início das aulas

Mesmo após prometer nova licitação, prefeitura ainda não garantiu volta às aulas na zona rural

04/08/2025 às 16h16
Por: João Paulo Ferreira
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Escola Municipal Leovegildo de Melo permanece sem aulas por falta de transporte escolar em Campo Grande - Foto: Marcus Vinnícius - TV Morena
Escola Municipal Leovegildo de Melo permanece sem aulas por falta de transporte escolar em Campo Grande - Foto: Marcus Vinnícius - TV Morena

Enquanto mais de 100 mil alunos da rede municipal retomaram as aulas em Campo Grande nesta segunda-feira (4), estudantes da Escola Municipal Leovegildo de Melo, localizada próxima à BR‑262, permanecem sem aula por falta de transporte escolar. A suspensão de uma das seis linhas que atendem a unidade impede o início do segundo semestre letivo.

A prefeitura afirmou que as aulas devem recomeçar até sexta-feira (8), mas sem especificar data. Famílias da zona rural denunciam o descaso: “Os alunos ficaram na estrada, em tempo de chuva, de frio. Tem crianças que ficam mais de horas dentro do transporte escolar para chegar na escola, e agora não ter aula?”, relatou Lucimar Pereira de Castro, produtora rural e mãe de estudante.

Em nota, a gestão municipal informou que está contratando uma nova empresa de transporte por licitação. No entanto, não justificou por que o processo não foi concluído antes do fim do recesso escolar, período considerado mais adequado para resolver questões operacionais.

O secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, minimizou o caso ao afirmar que “ninguém será prejudicado” e que é comum escolas rurais iniciarem as aulas uma semana depois. Ele garantiu que o calendário letivo com 200 dias e 180 horas será mantido.

Moradores da zona rural, por sua vez, afirmam que a justificativa soa como rotina de negligência. Enquanto isso, unidades urbanas como a Escola Municipal Tiradentes receberam os alunos normalmente, com estrutura pronta para a volta às aulas em dois turnos e recepção organizada.

A Semed também informou que parte das 206 unidades passou por reformas durante o recesso, mas não detalhou quantas escolas seguem fechadas nem os motivos exatos que atrasaram a reabertura.

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