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MS registra mais de 3,4 mil acidentes com escorpiões e entra no período de maior risco

Casos aumentaram com o fim do inverno e já superaram a média dos últimos cinco anos

12/08/2025 às 07h33
Por: João Paulo Ferreira
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Foto: Tony Winston
Foto: Tony Winston

O Mato Grosso do Sul iniciou o período de maior atividade dos escorpiões, com aumento expressivo no número de acidentes registrados. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que, até julho de 2025, já foram notificados 3.436 casos — tendência que deve crescer entre agosto e novembro, meses marcados pelo calor, umidade elevada e período reprodutivo desses animais.

Segundo o biólogo Isaías Pinheiro, a ocorrência segue um padrão sazonal. “Durante os meses frios, os casos diminuem. Mas, com o fim do inverno e o início do calor, começamos a observar um aumento nos registros, favorecido por fatores ambientais”, explica.

O avanço preocupa pela gravidade em alguns perfis de vítimas. Nos últimos cinco anos, o número de casos vem subindo: de 2.952 em 2020 para 5.303 em 2023. Campo Grande lidera as notificações, seguida por Três Lagoas e Dourados.

Crianças concentram casos mais graves

Embora a maioria dos acidentes seja considerada de baixa gravidade, 60% dos casos graves envolvem crianças menores de 10 anos. Duas mortes foram registradas recentemente.

Karyston Adriel, coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental da SES, reforça a importância do atendimento rápido. “O soro antiescorpiônico está disponível em todas as regiões, em unidades de referência, para garantir tratamento imediato em casos graves”, afirma.

Atendimento em 67 cidades

O soro antiescorpiônico está disponível em unidades hospitalares de 67 municípios, incluindo hospitais estratégicos como o Regional de Campo Grande, além de unidades em Três Lagoas, Corumbá e Dourados.

A população também pode acionar o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) para orientações técnicas em acidentes com animais peçonhentos.

Prevenção

A SES alerta que não é possível erradicar os escorpiões, mas os riscos podem ser reduzidos com medidas preventivas, como:

  • Manter camas afastadas das paredes e cobertores sem contato com o chão;

  • Verificar roupas, lençóis e calçados antes de usar;

  • Fechar ralos e tampar pias e tanques;

  • Evitar acúmulo de entulho;

  • Controlar a presença de baratas, com dedetização a cada 3 a 6 meses.

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