
A prefeita Adriane Lopes vive tempos de isolamento em sua carreira política. Durante o desfile de aniversário da capital, o cenário chamou a atenção: o palanque, tradicionalmente ocupado por autoridades, permaneceu praticamente vazio, evidenciando a falta de apoio de lideranças e autoridades.
Mas esse isolamento não surgiu de forma repentina. O distanciamento começou dentro de seu próprio partido, onde políticos, como o vereador Professor Riverton, reduziram a proximidade política. A crise se aprofundou com o afastamento da senadora Tereza Cristina, que ultimamente tem evitado até foto com a prefeita.
Além das dificuldades na articulação política, Adriane enfrenta índices alarmantes de rejeição popular. Esse desgaste tem preocupado lideranças que temem ser prejudicadas ao se associarem ao nome de Adriane. O receio de que a impopularidade da prefeita se transforme em um peso eleitoral tem levado autoridades a evitarem aparições conjuntas.
Com tamanha rejeição, Adriane é tida nos bastidores como uma "morta-viva" política, com prazo de validade curtíssimo e com a possibilidade de transmitir desgaste para quem quer que se aproxime.
O episódio do palanque vazio reforçou a percepção de fragilidade da prefeita tanto entre a população quanto na própria classe política. Com as eleições se aproximando, o único que parece não ter pra onde correr é o marido da prefeita, o deputado Lídio Lopes.