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Escola de MS transforma água de ar-condicionado em alfaces cultivadas sem solo

Projeto da Escola Estadual Professora Neyder Suelly reaproveitou recurso e envolveu alunos em todas as etapas

17/11/2025 às 08h46 Atualizada em 17/11/2025 às 15h10
Por: João Paulo Ferreira
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Escola de MS transforma água de ar-condicionado em alfaces cultivadas sem solo

A Escola Estadual Professora Neyder Suelly, em Campo Grande, implantou um projeto de horta hidropônica que aproveita a água dos aparelhos de ar-condicionado para produzir alfaces. A iniciativa integra tecnologia, responsabilidade ambiental e aprendizagem prática, com participação direta dos estudantes em todas as fases — do preparo das mudas à colheita.

A água utilizada no sistema vem de quatro aparelhos de ar-condicionado instalados na escola. Ela é coletada e armazenada em um reservatório com capacidade para 310 litros. Cada equipamento gera entre 18 e 25 litros por dia, o que permite uma reposição semanal do sistema de cultivo. Antes de chegar às plantas, a água recebe nutrientes e passa por controle de pH e PPM, garantindo condições adequadas de desenvolvimento.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

O professor Hélio Alves da Silva, responsável pela implantação da horta hidropônica, explicou que a iniciativa surgiu do desejo de evitar desperdício e aproximar os alunos da prática ambiental. Ele também destacou os próximos passos. “Vamos enviar amostras para análise e, com apoio do Bioparque, ampliar o projeto para a criação de peixes junto às hortaliças”, afirmou.

Entre os alunos envolvidos, o estudante do 8º ano Caleb Gattes Roberto de Oliveira, de 13 anos, se identifica com a proposta. “Eu gosto de participar de projetos e achei essa ideia muito boa, porque evita o desperdício de água. Como usamos bastante, decidimos reutilizar a água do ar-condicionado na hidroponia. É importante para a sustentabilidade, já que reaproveitamos o que seria descartado”, disse.

A iniciativa vai além do plantio. O projeto é interdisciplinar e envolve várias áreas do conhecimento. Alunos do curso técnico em Administração fazem o acompanhamento de custos e insumos; estudantes de Publicidade elaboram materiais de divulgação e comunicação; e o Clube de Ciências monitora a água no laboratório da escola, aplicando conceitos de química e biologia de forma prática.

O diretor Márcio Wagner destacou que a escola vem aprofundando sua vocação ambiental. “A escola já trabalha há algum tempo com a educação sustentável. Recentemente, fomos ao Rio de Janeiro receber o Selo ODS, como uma das duas escolas do estado certificadas. Isso nos motivou a ampliar ainda mais nossas ações. A entrega das mudas à comunidade é uma forma de divulgar nosso trabalho e reforçar nosso compromisso ambiental. Se estamos fazendo algo bom, precisamos mostrar isso à sociedade”, afirmou.

Com a horta funcionando, o próximo passo é expandir a rede de impacto. Além de fornecer hortaliças para o consumo interno e ações comunitárias, o projeto busca inspirar outras escolas a replicar a tecnologia. O uso da água do ar-condicionado — antes descartada sem aproveitamento — passa a ser uma ferramenta educativa, ambiental e social.

A prática também estimula o protagonismo estudantil, o envolvimento com a escola e a compreensão de princípios de sustentabilidade que extrapolam os livros. A horta é, ao mesmo tempo, laboratório, sala de aula e espaço de convivência, mostrando que soluções ambientais podem nascer em qualquer lugar — inclusive dentro da escola pública.

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução/Secom Mato Grosso do Sul

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