
A taxa de jovens que não estudam e não trabalham atingiu 15,8% em Mato Grosso do Sul em 2024, o menor nível da série iniciada em 2012. O número representa uma redução de 112 mil para 100 mil jovens entre 15 e 29 anos, marcando uma melhora contínua no indicador.
De acordo com os dados, o Estado passou a ocupar a 5ª menor taxa do país, resultado atribuído ao crescimento da escolarização e ao aumento da participação dos jovens em atividades produtivas. A queda confirma uma tendência de recomposição pós-pandemia, período em que o indicador registrou forte elevação.
O levantamento mostra ainda a distribuição dos jovens sul-mato-grossenses por situação educacional e laboral. Em 2024, 22,4% só estudavam, enquanto 16% conciliavam estudo e ocupação. A maior fatia, 45,8%, estava inserida exclusivamente no mercado de trabalho. Os 15,8% restantes correspondiam aos que não buscavam emprego e também não estavam matriculados em nenhuma instituição de ensino.
A melhora do índice acompanha outros avanços recentes nos dados sociais do Estado, como a redução da desigualdade de renda e o recuo do desemprego. Ainda assim, especialistas apontam que o desafio permanece concentrado na ampliação de vagas de qualificação profissional e na redução das barreiras que dificultam a permanência escolar, especialmente entre os jovens de baixa renda.
Mesmo com a queda expressiva, o indicador segue como um dos principais termômetros do acesso a oportunidades no início da vida adulta, com impacto direto na renda, na inserção social e no desenvolvimento econômico de longo prazo.