
A frequência escolar de crianças de 0 a 3 anos voltou a crescer em Mato Grosso do Sul e alcançou 40,4% em 2024, após oscilações registradas nos anos posteriores à pandemia. O índice representa uma recuperação no acesso à educação infantil, etapa que passou por retração em vários estados brasileiros nos últimos anos.
Apesar da retomada, o percentual ainda está levemente abaixo do melhor resultado da série histórica, registrado em 2016, quando MS chegou a 40,9% nessa faixa etária. Mesmo assim, o avanço de 2024 devolve ao Estado uma posição de destaque nacional: o 9º maior índice de frequência escolar do país.
Os maiores percentuais foram observados em Roraima, Acre e Pará, enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo registraram os menores níveis de atendimento. A posição de Mato Grosso do Sul é atribuída à ampliação de vagas em creches municipais e à reorganização das redes de ensino após o período crítico da pandemia.
A frequência na primeira infância é considerada essencial para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, além de influenciar indicadores de longo prazo, como alfabetização e permanência escolar. Ainda assim, uma parcela importante das crianças de 0 a 3 anos permanece fora da escola, especialmente em regiões com menor oferta de creches e entre famílias de baixa renda.
Os dados reforçam que, embora haja melhora, a universalização da educação infantil exige continuidade de investimentos e políticas públicas voltadas à expansão do atendimento na primeira infância.