
Mato Grosso do Sul registrou em 2024 a menor taxa de analfabetismo da sua série histórica, alcançando 3,7% entre pessoas de 15 anos ou mais. O índice confirma uma tendência de queda contínua observada ao longo da última década.
O percentual coloca o Estado entre os que apresentam melhor desempenho nacional, ocupando a 8ª posição no ranking das unidades da federação. Os menores índices foram registrados no Distrito Federal, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Já os maiores percentuais de analfabetismo foram observados em Alagoas, Piauí e Paraíba.
Mesmo com o resultado positivo, o avanço ocorreu de forma desigual entre faixas etárias e regiões do Estado. A redução se concentra principalmente entre os mais jovens, reflexo da ampliação da escolarização básica nas últimas décadas. Entre pessoas mais velhas, especialmente em grupos que não tiveram acesso à educação escolarizada na infância, a taxa permanece mais elevada.
O indicador também está relacionado ao desempenho das metas de escolarização previstas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), embora Mato Grosso do Sul ainda não tenha atingido os objetivos definidos para todas as etapas de ensino.
A queda do analfabetismo é atribuída ao aumento da frequência escolar, à expansão das redes municipais de ensino e às políticas de alfabetização e correção de fluxo, que reduziram o atraso idade-série e aumentaram a permanência das crianças na escola.
Apesar da melhora, especialistas apontam que a alfabetização plena ainda depende do fortalecimento das políticas de formação docente, ampliação do acesso à educação infantil e redução da evasão no ensino fundamental.