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Candidata à vice-reitoria apresenta propostas para ampliar políticas para mulheres na UFGD

Professora Danielle Marques Vilela integra a Chapa 1 ao lado de Etienne Biasotto e defende fortalecimento da permanência estudantil, enfrentamento à violência e maior integração com o Hospital Universitário

09/03/2026 às 11h50
Por: João Paulo Ferreira
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Professora Danielle Marques Vilela é candidata a vice-reitora da UFGD pela Chapa 1, ao lado de Etienne Biasotto, na eleição marcada para 26 de março
Professora Danielle Marques Vilela é candidata a vice-reitora da UFGD pela Chapa 1, ao lado de Etienne Biasotto, na eleição marcada para 26 de março

A professora Danielle Marques Vilela, candidata à vice-reitora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), apresentou propostas da Chapa 1 para a próxima gestão da instituição durante entrevista divulgada pela campanha. A eleição para definir a nova reitoria da universidade está marcada para o dia 26 de março e escolherá os responsáveis pela condução da instituição nos próximos anos.

Docente da UFGD há 15 anos, Danielle é engenheira agrônoma, doutora em Ciência dos Alimentos e atualmente dirige a Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais. Ela compõe a chapa “Avança UFGD”, encabeçada pelo professor Etienne Biasotto, candidato a reitor.

Entre os pontos defendidos pela chapa está a ampliação de políticas voltadas às mulheres dentro da universidade, incluindo ações de enfrentamento ao assédio e às violências, além do fortalecimento de mecanismos institucionais de acolhimento e acompanhamento. A proposta também prevê ampliar estruturas já existentes, como a Ouvidoria da Mulher e Diversidade e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas.

Segundo Danielle, a presença feminina nos espaços de decisão da universidade tem aumentado nos últimos anos, mas ainda existem desafios relacionados ao acesso a cargos de liderança e à permanência acadêmica, especialmente para mulheres que conciliam estudos, trabalho e responsabilidades familiares.

“Quando a universidade amplia os espaços para as mulheres, toda a comunidade avança junto, inclusive os homens”, afirmou.

Outro ponto destacado pela candidata é o fortalecimento de políticas de permanência estudantil e de apoio à pesquisa e à extensão. Entre as propostas citadas está a criação de iniciativas de incentivo à produção acadêmica coordenada por mulheres e o estímulo à presença de autoras nas bibliografias utilizadas em cursos e atividades formativas.

A chapa também defende ampliar a integração entre a universidade e o Hospital Universitário da UFGD. A proposta inclui fortalecer programas de residência e ampliar a participação do hospital nas atividades de ensino, pesquisa e formação profissional.

Para Danielle, a universidade pública tem papel central na transformação social e no desenvolvimento regional. “Foi por meio da universidade pública que minha história e a da minha família foram transformadas”, declarou.

A comunidade acadêmica da UFGD votará no dia 26 de março para definir a nova gestão da instituição.

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