
Os consumidores de Campo Grande sentiram no bolso o aumento dos preços dos alimentos em maio. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 2,09% no mês, tornando-se o segundo principal responsável pela inflação da Capital, atrás apenas da habitação.
Dentro de casa, os maiores aumentos foram registrados em produtos bastante presentes na mesa dos sul-mato-grossenses. A batata inglesa liderou as altas, com avanço de 60,25%, seguida pela cebola, que ficou 29,37% mais cara, e pelo tomate, que subiu 22,61%.
As carnes também apresentaram aumento. O preço da costela avançou 2,16%, enquanto o contrafilé teve alta de 3,21% no período analisado.
Apesar da pressão sobre o orçamento das famílias, alguns itens registraram queda. A banana nanica ficou 11,09% mais barata em maio, enquanto o café moído recuou 2,99%. O ovo de galinha, um dos produtos que mais haviam acumulado aumentos nos últimos meses, também apresentou redução de 5,8%.
O IBGE aponta que a alimentação consumida dentro de casa teve aumento de 2,64%, índice superior ao registrado pelo grupo como um todo. Já a alimentação fora do domicílio avançou 0,47%.
Entre os itens consumidos em bares, restaurantes e lanchonetes, os maiores impactos vieram das altas de 0,68% da cerveja e de 0,52% dos refrigerantes e da água mineral.
No acumulado de 2026, o grupo Alimentação e Bebidas já registra alta de 5,37% em Campo Grande, acima da inflação geral da Capital no mesmo período, que soma 3,98%.