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Comércio de MS perde força e registra queda nas vendas

Pesquisa do IBGE mostra recuo de 0,9% em abril, mas setor ainda acumula crescimento de 3% em 2026

18/06/2026 às 15h26
Por: João Paulo Ferreira
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Comércio varejista de Mato Grosso do Sul registrou queda nas vendas em abril, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE
Comércio varejista de Mato Grosso do Sul registrou queda nas vendas em abril, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE

O comércio varejista de Mato Grosso do Sul registrou queda de 0,9% em abril na comparação com março, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE nesta semana. Apesar do resultado negativo no mês, o setor ainda acumula crescimento de 3% nos quatro primeiros meses de 2026 e alta de 1,9% nos últimos 12 meses.

Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas do varejo sul-mato-grossense apresentou avanço de 1,7%. Já a receita nominal das vendas cresceu 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado e acumula alta de 4,9% em 12 meses.

Os dados fazem parte da pesquisa que acompanha o comportamento do comércio varejista em empresas formalmente constituídas com 20 ou mais empregados, cuja atividade principal é a revenda de mercadorias.

Queda foi maior no varejo ampliado

No chamado varejo ampliado, que inclui veículos, motocicletas, peças, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo, a retração foi ainda mais intensa. O volume de vendas caiu 2,5% em relação a março, na série com ajuste sazonal. Em comparação com abril do ano passado, houve alta de 1,6%. O acumulado de 2026 é de 5,4%, enquanto o crescimento em 12 meses chega a 3,6%.

Maioria dos estados também teve queda

O movimento de retração não foi exclusivo de Mato Grosso do Sul. Segundo o IBGE, 20 das 27 unidades da federação registraram queda nas vendas do comércio varejista em abril. Os recuos mais acentuados ocorreram no Piauí (-3,9%), Goiás (-3,8%), Santa Catarina (-3,6%) e Amazonas (-3,6%). Entre os estados com crescimento, os destaques foram Roraima (1,8%), Tocantins (1,6%) e São Paulo (1,3%). O Rio Grande do Sul ficou estável.

No varejo ampliado, também foram 20 estados com resultado negativo. As maiores quedas foram registradas em Rondônia (-5,5%), Amazonas (-4,9%), Tocantins (-4,0%) e Paraná (-4,0%). Já os melhores desempenhos foram observados no Rio Grande do Sul (3,2%), Goiás (3,1%) e Maranhão (2,2%).

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