
O comércio varejista de Mato Grosso do Sul registrou queda de 0,9% em abril na comparação com março, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE nesta semana. Apesar do resultado negativo no mês, o setor ainda acumula crescimento de 3% nos quatro primeiros meses de 2026 e alta de 1,9% nos últimos 12 meses.
Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas do varejo sul-mato-grossense apresentou avanço de 1,7%. Já a receita nominal das vendas cresceu 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado e acumula alta de 4,9% em 12 meses.
Os dados fazem parte da pesquisa que acompanha o comportamento do comércio varejista em empresas formalmente constituídas com 20 ou mais empregados, cuja atividade principal é a revenda de mercadorias.
No chamado varejo ampliado, que inclui veículos, motocicletas, peças, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo, a retração foi ainda mais intensa. O volume de vendas caiu 2,5% em relação a março, na série com ajuste sazonal. Em comparação com abril do ano passado, houve alta de 1,6%. O acumulado de 2026 é de 5,4%, enquanto o crescimento em 12 meses chega a 3,6%.
O movimento de retração não foi exclusivo de Mato Grosso do Sul. Segundo o IBGE, 20 das 27 unidades da federação registraram queda nas vendas do comércio varejista em abril. Os recuos mais acentuados ocorreram no Piauí (-3,9%), Goiás (-3,8%), Santa Catarina (-3,6%) e Amazonas (-3,6%). Entre os estados com crescimento, os destaques foram Roraima (1,8%), Tocantins (1,6%) e São Paulo (1,3%). O Rio Grande do Sul ficou estável.
No varejo ampliado, também foram 20 estados com resultado negativo. As maiores quedas foram registradas em Rondônia (-5,5%), Amazonas (-4,9%), Tocantins (-4,0%) e Paraná (-4,0%). Já os melhores desempenhos foram observados no Rio Grande do Sul (3,2%), Goiás (3,1%) e Maranhão (2,2%).