O IBGE divulgou hoje, 11 de agosto, a Pesquisa Mensal de Serviços – PMS referente ao mês de junho. O volume de serviços em Mato Grosso do Sul cresceu 2,7% frente a maio, na série com ajuste sazonal. Se considerado como recorte somente os meses de junho, na série iniciada em 2011, esse é o terceiro melhor índice. Em relação a junho de 2021, o volume de serviços avançou 12,7%. O acumulado nos últimos 12 meses é de 9,2% e no ano acumula alta de 9,4%.
A pesquisa tem o objetivo de produzir indicadores que permitam o acompanhamento da evolução conjuntural do
setor de serviços empresariais não financeiros e de seus principais segmentos.
A PMS expõe, a partir da variável investigada, índices de receita nominal e de volume, este último como
resultado da deflação dos valores nominais correntes por índices de preços específicos para cada grupamento
de atividade (quando possível), e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços
do IPCA.
Serviços crescem em dez das 27 unidades da federação em fevereiro
Regionalmente, dez das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços em junho de 2022, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço (0,7%) observado no Brasil. Entre os locais em alta, temos o Mato Grosso do Sul em primeiro, com 2,7%, seguido por Mato Grosso (2,6%) e Paraná (2,5%). Em contrapartida, o Acre (-7,9%), o Rio Grande do Norte (-6,0%) e Alagoas (-5,7%) representaram as maiores quedas entre as UFs.
Na comparação com junho de 2021, o avanço do volume de serviços no Brasil (6,3%) foi acompanhado por 24 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (7,9%), seguido por Rio Grande do Sul (15,3%), Minas Gerais (7,9%) e Paraná (5,3%). Em sentido oposto, o Distrito Federal (-6,9%) assinalou o resultado negativo mais importante do mês, seguido por Rondônia (-6,2%) e Acre (-11,7%).
No acumulado do primeiro semestre de 2022, frente a igual período de 2021, o avanço do volume de serviços no Brasil (8,8%) se deu em 25 das 27 unidades da federação. O principal impacto positivo veio de São Paulo (10,4%), seguido por Minas Gerais (11,3%), Rio Grande do Sul (15,4%), Bahia (10,6%) e Paraná (5,5%).
Por outro lado, Distrito Federal (-0,5%) e Rondônia (-1,9%) registraram as únicas influências negativas sobre o índice nacional.
Atividades turísticas caem 1,8% em junho
Em junho de 2022, o índice de atividades turísticas caiu 1,8% frente a maio, após ter avançado por três meses consecutivos, período em que acumulou um ganho de 10,7%. O segmento de turismo ainda se encontra 2,8% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Regionalmente, sete dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de queda.
A influência negativa mais relevante ficou com São Paulo (-2,2%), seguido por Rio de Janeiro (-1,2%), Distrito Federal (-3,3%), Espírito Santo (-6,6%) e Pernambuco (-2,5%). Em sentido oposto, Rio Grande do Sul (4,7%) assinalou o principal avanço em termos regionais.
Na comparação junho de 2022 / junho de 2021, o índice de atividades turísticas no Brasil cresceu 25,9%, 15ª taxa positiva seguida, sendo impulsionado pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; locação de automóveis; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; e transporte aéreo. Em termos regionais, todas as 12 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (30,2%), seguido por Minas Gerais (43,5%), Rio Grande do Sul (42,1%), Paraná (31,4%) e Bahia (25,7%).
No acumulado de janeiro a junho de 2022, o agregado especial de atividades turísticas cresceu 45,2% frente a igual período do ano passado, impulsionado pelos aumentos de receita nos ramos de transporte aéreo de passageiros; restaurantes; hotéis; locação de automóveis; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Regionalmente, todos os 12 locais investigados também registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (50,4%), seguido por Minas Gerais (73,7%), Rio de Janeiro (24,1%), Rio Grande do Sul (62,7%) e Bahia (43,7%).
Transporte de passageiros cai 0,8% e o de cargas cresce 2,5% entre maio e junho
Em junho de 2022, o volume de transporte de passageiros no Brasil caiu 0,8% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou uma perda de 3,1%. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 3,4% abaixo do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 24,8% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).
Por sua vez, o volume do transporte de cargas cresceu 2,5% em junho de 2022, acumulando um ganho de 16,7% desde outubro de 2021. Dessa forma, o segmento alcança novo recorde, ao atingir, neste mês, o ponto mais alto de sua série. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 29,4% acima de fevereiro de 2020.
No confronto com junho de 2021, série sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros assinalou a 15ª taxa positiva seguida ao avançar 20,8% em junho de 2022. O transporte de cargas cresceu 15,8%, registrando, assim, o 22º resultado positivo consecutivo.
No acumulado dos primeiros seis meses de 2022, o transporte de passageiros mostrou expansão de 44,5% frente a igual período de 2021, enquanto o de cargas avançou 13,0%.